Eu, sem trabalho fixo, ganhando míseros trocadinhos ainda investindo na vida de músico pouquíssimo agitada pós volta de São Paulo, pude ver absolutamente todos os jogos da Copa que passavam quando eu não estava dormindo.
Mas que inverninho mais desinteressante, tirando um ou outro show da banda no Jack e um ou outro churrasco com trago da família, não tenho mais muita lembrança do inverno... Lembro só de coisa escrota, tipo o Inter bi da Libertadores comandado pelo Celso Roth... De eu me viciando em Fifa denovo e trocando de PC pra rodar o jogo e deixando de viver a vida afu.
Fui em dois jogos do Grêmio com o Son, o Alex e o Alemão em meio a crise braba da zona de rebaixamento, quando o Renato tava começando como treinador do Grêmio, duas vitórias contra Atl-GO e Guarani.
Montei uma super banda com o Dudu da Ambulatório, o Carlos da Nômades e o André da Bruxa D'Pano pra tocar rock gaúcho e ganhar muita grana mas a maioria da história só ficou no papel e nos ensaios.
Depois lembro de um feriadão na praia que me recarregou as pilhas, além, claro, do casamento do Son, que entrou pra história, da recuperação histórica do Grêmio saindo da zona da degola pra Libertadores, do Mazembaço, e deu, meu ano termina assim, pacatíssimo, eu ficava pedindo pra Deus, sem saber mesmo se o cara existe, pra que colocasse alguma emoção forte na minha vida, 2011 traria tudo no dobro ou até no triplo do que eu precisava...
segunda-feira, 23 de maio de 2011
domingo, 22 de maio de 2011
Pós-verão/São Paulo
Passado o veraneio, a gurizada(ou pelo menos boa parte dela) passou a se encontrar todo final de semana pra ver os jogos do Grêmio no Toninho sempre com muita cerveja, tradição a ser mantida pro resto de nossas vidas.
A Ambulatório fez um showzaço em Imbé e eu já tava tocando também com a Ecovox, quebrando um galho pro André que já havia quebrado um bom galho pra Ambulas anos antes.
Com o material dos shows disponibilizados no youtube coincidindo com a procura de um novo guitarrista pra uma banda de São Paulo também cover de Red Hot Chili Peppers, chegaram até a mim convidando pra que eu fizesse parte da banda pra uma turnê na Europa, fui convidado por um antigo desafeto do mundo virtual disposto a esquecer todas as rusgas antigas e até usando o fato do desafeto público como um marketing pros muitos fãs brasileiros de Red Hot Chili Peppers que sabiam sobre a rusga.
Fiz o show aqui em Porto Alegre com a Ecovox, que já estava marcado antes, no dia 15/05, e dali saí direto pro aeroporto.
Fui pra São Paulo de mala e cuia, pronto pra ficar, mas só de sobrevoar a cidade já me assustei com a nuvem de fumaça sinistra que pairava sobre a cidade... Dei umas voltas pela megalópole conhecendo uma série de pontos turísticos e o cheiro da Marginal Pinheiros, era dia de virada cultural, a noite bombava na cidade sempre bombante, fiquei dois dias em Interlagos só na moleza. Mas logo na primeira noite já havia caído a ficha do que eu estava fazendo, pensei na minha véia que chorava enquanto eu passava pelo portão de embarque, lembrei dos primos, do tio Tonho, das gauchinhas, até da que eu estava fugindo nos meses anteriores e que ha muito não fazia mais parte da minha vida... Dureza ver Grêmio x Corinthians pela tv, em São Paulo, rodeado de corintianos e são paulinos dizendo que o Grêmio tava sem cara de Grêmio.
E pensando em como será que o pessoal estava fazendo as coisas por aqui... Apertou o coração quando meu primo me ligou perguntando se eu ia na casa dele ver o jogo do Grêmio e eu avisei que já estava em São Paulo, situação que se agravou depois que o Grêmio perdeu.
Eu não conseguia mais comer, quando deitava pra dormir chorava de saudade do Sul e das coisas dele, afinal não fui pra ficar poucos dias e sim pra viver lá, sem conhecer ninguém de verdade...
Fui pra Santo André na terceira noite e conheci o antigo desafeto, agora em situação amistosa, hehe, bem como uma banda cover de Queen da Sérvia que estava fazendo uma turnê no Brasil, no dia seguinte conheci a empresa que eu trabalharia e fiz o primeiro ensaio com a banda, ainda sem baixista.
Foi tudo muito estranho, talvez se fizéssemos mais um ensaio as coisas melhorariam significativamente, pois naquele dia pude ver claramente(o que inclusive me ajudou posteriormente na Ambulas) tudo que eu fazia de errado e que podia ser melhorado, mas mesmo assim pedi um tempo, voltei pro RS de carona com um primo caminhoneiro que estava passando pela cidade naqueles dias, disse que daria a resposta se ficava ou não em no máximo uma semana, em dois dias eu anunciei pros caras que não voltaria mais.
São Paulo não é pra mim, meu lugar é aqui, pobre ou não, descobri naquela semana que dinheiro e sucesso nenhum substituem as coisas que a gente realmente ama, e tudo que eu sempre amei, amo e amarei está aqui.
A Ambulatório fez um showzaço em Imbé e eu já tava tocando também com a Ecovox, quebrando um galho pro André que já havia quebrado um bom galho pra Ambulas anos antes.
Com o material dos shows disponibilizados no youtube coincidindo com a procura de um novo guitarrista pra uma banda de São Paulo também cover de Red Hot Chili Peppers, chegaram até a mim convidando pra que eu fizesse parte da banda pra uma turnê na Europa, fui convidado por um antigo desafeto do mundo virtual disposto a esquecer todas as rusgas antigas e até usando o fato do desafeto público como um marketing pros muitos fãs brasileiros de Red Hot Chili Peppers que sabiam sobre a rusga.
Fiz o show aqui em Porto Alegre com a Ecovox, que já estava marcado antes, no dia 15/05, e dali saí direto pro aeroporto.
Fui pra São Paulo de mala e cuia, pronto pra ficar, mas só de sobrevoar a cidade já me assustei com a nuvem de fumaça sinistra que pairava sobre a cidade... Dei umas voltas pela megalópole conhecendo uma série de pontos turísticos e o cheiro da Marginal Pinheiros, era dia de virada cultural, a noite bombava na cidade sempre bombante, fiquei dois dias em Interlagos só na moleza. Mas logo na primeira noite já havia caído a ficha do que eu estava fazendo, pensei na minha véia que chorava enquanto eu passava pelo portão de embarque, lembrei dos primos, do tio Tonho, das gauchinhas, até da que eu estava fugindo nos meses anteriores e que ha muito não fazia mais parte da minha vida... Dureza ver Grêmio x Corinthians pela tv, em São Paulo, rodeado de corintianos e são paulinos dizendo que o Grêmio tava sem cara de Grêmio.
E pensando em como será que o pessoal estava fazendo as coisas por aqui... Apertou o coração quando meu primo me ligou perguntando se eu ia na casa dele ver o jogo do Grêmio e eu avisei que já estava em São Paulo, situação que se agravou depois que o Grêmio perdeu.
Eu não conseguia mais comer, quando deitava pra dormir chorava de saudade do Sul e das coisas dele, afinal não fui pra ficar poucos dias e sim pra viver lá, sem conhecer ninguém de verdade...
Fui pra Santo André na terceira noite e conheci o antigo desafeto, agora em situação amistosa, hehe, bem como uma banda cover de Queen da Sérvia que estava fazendo uma turnê no Brasil, no dia seguinte conheci a empresa que eu trabalharia e fiz o primeiro ensaio com a banda, ainda sem baixista.
Foi tudo muito estranho, talvez se fizéssemos mais um ensaio as coisas melhorariam significativamente, pois naquele dia pude ver claramente(o que inclusive me ajudou posteriormente na Ambulas) tudo que eu fazia de errado e que podia ser melhorado, mas mesmo assim pedi um tempo, voltei pro RS de carona com um primo caminhoneiro que estava passando pela cidade naqueles dias, disse que daria a resposta se ficava ou não em no máximo uma semana, em dois dias eu anunciei pros caras que não voltaria mais.
São Paulo não é pra mim, meu lugar é aqui, pobre ou não, descobri naquela semana que dinheiro e sucesso nenhum substituem as coisas que a gente realmente ama, e tudo que eu sempre amei, amo e amarei está aqui.
Verão de 2010
Fui pra praia, só cheguei lá e já encontrei de primeira a mulher que na época eu já sabia que amava, mais louca do que de costume, sabia que se ficasse na praia muito tempo com certeza me reapaixonaria por ela e naquela altura do campeonato já não era mais negócio.
Saía pras festas com a gurizada(na volta de uma dessas festas ocorreu o caso do Edson e o vizinho nervoso, quem é da praia certamente conhece a história) mas não parava de pensar nela, passei aquele Reveillon estranho, molhado e frio e assim que pude voltei pra Cachoeirinha pra viver minha vida por aqui, não voltei mais pra praia durante todo aquele verão pra não correr o risco de me reapaixonar perdidamente pela mulher que sempre fez eu me perder.
Por aqui só me restava me dedicar em tempo integral a banda e a ver Lost...
No dia 23/01 fomos tocar em Tapes, cachê fechado e muita cerveja, som bom, primeiro show da banda em 3 anos, com o Renê na batera o lance engrenara. Ainda briguei com um pangüela na saída do show, hahaha, cachaça carái!
No carnaval Fulana veio aqui pra casa que tava liberada e me ajudou a "esquecer" a mulher que motivou a minha não ida pra praia naquele verão, agora eu poderia ver Lost normalmente sem lembrar da nossa poderosa toda vez que rolasse ceninha de amor entre o Jack e a Kate... Maravilha!
Saía pras festas com a gurizada(na volta de uma dessas festas ocorreu o caso do Edson e o vizinho nervoso, quem é da praia certamente conhece a história) mas não parava de pensar nela, passei aquele Reveillon estranho, molhado e frio e assim que pude voltei pra Cachoeirinha pra viver minha vida por aqui, não voltei mais pra praia durante todo aquele verão pra não correr o risco de me reapaixonar perdidamente pela mulher que sempre fez eu me perder.
Por aqui só me restava me dedicar em tempo integral a banda e a ver Lost...
No dia 23/01 fomos tocar em Tapes, cachê fechado e muita cerveja, som bom, primeiro show da banda em 3 anos, com o Renê na batera o lance engrenara. Ainda briguei com um pangüela na saída do show, hahaha, cachaça carái!
No carnaval Fulana veio aqui pra casa que tava liberada e me ajudou a "esquecer" a mulher que motivou a minha não ida pra praia naquele verão, agora eu poderia ver Lost normalmente sem lembrar da nossa poderosa toda vez que rolasse ceninha de amor entre o Jack e a Kate... Maravilha!
segunda-feira, 21 de março de 2011
Final de ano
Então no feriadão do 2 de novembro fui pra praia que já não ia desde fevereiro, e quem me conhece sabe como aquela praia funciona pra mim como um recarregador de baterias.
O Cassio e o Marquinhos encheram uma van com umas 20 cabeças que ficaram na casa do Cassio fazendo festa todos os dias e noites, além da gurizada de sempre que sempre dá uma força fudida nos momentos difíceis, foi bom pra mim ter ido, me deu uma força boa pra seguir na luta por mais e mais equipamentos e acessórios pra guitarra, pois começavam a aparecer os primeiros shows depois de 3 anos da banda sem shows, baixei o The Empyrean do John Frusciante nessa época e passei todas as músicas pro celular, hoje em dia não tem erro, se escuto alguma música do álbum na hora me recordo das coisas que eu fazia nessa época, nada muito interessante, digamos que foi uma das épocas mais desinteressantes da minha vida adulta.
No fim daquele mês rolou a festa de despedida do Gordo(agora ex-gordo) Wagner que estava indo pra Miami, voltei a fumar naquele dia, mas foi legal rever um pessoal que eu não via há alguns anos.
Outra coisa que eu não me esqueci mais foi o jogo de despedida do Danrlei no Olímpico com o time de 95 jogando contra os amigos do Danrlei, pra alguns não é nada, pra mim foi o maior presente que um jogador pode dar pra uma torcida, ver Jardel mais de 13 anos depois fazendo gol de cabeça no Olímpico com direito a avalanche marcou, e pra mim que estava numa vida bem chata nesse tempo, foi a coisa mais incrível que poderia acontecer, haha.
Frusciante deixou os Red Hot Chili Peppers e eu por muito pouco não deixei a Ambulatório, só porque tínhamos marcado dois shows pra janeiro e o Renê havia entrado na banda entusiasmado dei uma segurada, na verdade não foi só por causa disso mas também porque eu tinha uma dívida de 500 pila com o Eduardo que eu só pagaria fazendo shows, RIAIRAIR
Me lembro de passar o natal sozinho em casa/com meu irmão, de raspar a cabeça com a zero pela primeira vez na vida, de brigar com meu irmão a ponto de agredi-lo fisicamente(última vez que fiz isso na vida) e de ir pra praia no dia 30/12, deprê pra caralho, mas com alguma certeza de que as coisas mudariam, que viesse mais um verãozinho.
O Cassio e o Marquinhos encheram uma van com umas 20 cabeças que ficaram na casa do Cassio fazendo festa todos os dias e noites, além da gurizada de sempre que sempre dá uma força fudida nos momentos difíceis, foi bom pra mim ter ido, me deu uma força boa pra seguir na luta por mais e mais equipamentos e acessórios pra guitarra, pois começavam a aparecer os primeiros shows depois de 3 anos da banda sem shows, baixei o The Empyrean do John Frusciante nessa época e passei todas as músicas pro celular, hoje em dia não tem erro, se escuto alguma música do álbum na hora me recordo das coisas que eu fazia nessa época, nada muito interessante, digamos que foi uma das épocas mais desinteressantes da minha vida adulta.
No fim daquele mês rolou a festa de despedida do Gordo(agora ex-gordo) Wagner que estava indo pra Miami, voltei a fumar naquele dia, mas foi legal rever um pessoal que eu não via há alguns anos.
Outra coisa que eu não me esqueci mais foi o jogo de despedida do Danrlei no Olímpico com o time de 95 jogando contra os amigos do Danrlei, pra alguns não é nada, pra mim foi o maior presente que um jogador pode dar pra uma torcida, ver Jardel mais de 13 anos depois fazendo gol de cabeça no Olímpico com direito a avalanche marcou, e pra mim que estava numa vida bem chata nesse tempo, foi a coisa mais incrível que poderia acontecer, haha.
Frusciante deixou os Red Hot Chili Peppers e eu por muito pouco não deixei a Ambulatório, só porque tínhamos marcado dois shows pra janeiro e o Renê havia entrado na banda entusiasmado dei uma segurada, na verdade não foi só por causa disso mas também porque eu tinha uma dívida de 500 pila com o Eduardo que eu só pagaria fazendo shows, RIAIRAIR
Me lembro de passar o natal sozinho em casa/com meu irmão, de raspar a cabeça com a zero pela primeira vez na vida, de brigar com meu irmão a ponto de agredi-lo fisicamente(última vez que fiz isso na vida) e de ir pra praia no dia 30/12, deprê pra caralho, mas com alguma certeza de que as coisas mudariam, que viesse mais um verãozinho.
De agosto a outubro
Então, em agosto de 2009 aprendi a importância do twitter e abandonei a fu este blog, hoje me sinto na necessidade de descrever aqui estes dois anos, então começaremos de onde paramos, agosto de 2009:
Tomei um semi toco da Duda no niver da Bibi e larguei ela de mão totalmente mesmo gostando dela, acho que não era pra ser e não insisti, me reapeguei a banda que estava fazendo os últimos ensaios antes de começar as gravações do EP, e durante as tardes de semana ia pro Alemão jogar PES com ele e com o Alex valendo dinheiro.
No dia 22/08 gravamos as guias no Estúdio Mídia pro metrônomo de todas as músicas do EP, no dia 25 gravamos as baterias, dia 26 e 07/09 baixo e dias 27/08 e 02/09 guitarras e os backings, os vocais foram gravados na tarde do dia 28/08. Investi muito em equipamentos nessa época, pelo menos pro orçamento que eu tinha, foi tudo feito no heroísmo, com aproximadamente 500 reais, uma zoom 505 e uma caixa amplificada velha e estourada consegui montar um set com um Vox 847, um bom compressor da Oliver que é um clone oficial do CS-3 da Boss, um DS-2 da Boss, um DD-3 da Boss e um EH Small Clone que estava abandonado apodrecido no meu porão e consegui ressucitar com a ajuda do Adriano Engel. Hoje em dia este set contando com o pedalboard vale no mínimo 1500 reais, o que indica que sou o rei da mutreta.
Comecei a tomar uma taça de vinho por noite, as vezes duas, numa dessas noites eu iria pra praia no feriadão do 07/09 mas fiquei bêbado demais com uma amiga queridíssima na noite anterior a viagem e acabei ficando por aqui mesmo, fiz merdinha nesse dia e passei algum tempo atucanado, é bom pra aprender a deixar de ser guri, haha.
No dia 13/09 fui com o Filipe Origo, baterista da Ambulatório na época passar o dia fazendo correrias pra banda, autenticamos uns documentos, imprimimos umas fotos, gravamos uns cds e nos inscrevemos num festival de novas bandas organizado pela RBS, o limite de entrega do material era 12:00 do dia 13, chegamos no prédio da RBS as 12:02, mas conseguimos entregar pro tiozinho da segurança que prometeu que entregaria pra pessoa certa, infelizmente nunca saberei se ele entregou porque não nos classificamos, mas tenho certeza que a banda teria se classificado caso o material chegasse em boas condições, afinal chegou com envelope rasgado, cd mal gravado entre outros, foi o azarão mais uma vez ferrando com a banda.
Durante as noites eu não conseguia mais dormir, pois se lembram, minha casa havia sido arrombada no meio duma madrugada meses antes, aquele inverno todo foi difícil nesse aspecto, eu só dormia depois das 6:30, quando clareava. Aí dormia todo dia até depois das 2 da tarde, e acabava nunca indo procurar emprego, começou a acabar meu dinheiro do seguro desemprego e eu não procurava outro emprego.
Sempre naquela esperança de viver feliz de música, no dia 26/09 pegamos as músicas prontas no estúdio, mal gravadas, mal mixadas, mal masterizadas...
Trabalho porquíssimo que me desmotivou demais a continuar tocando o projeto de músicas próprias, a partir daí dariamos ênfase aos shows como cover de Red Hot Chili Peppers pra tirar uma graninha, e de fato, seria muito mais produtivo.
O Filipe deixou a banda, chamamos o Renê, aquele mesmo amigo de longa data que tocava pra caralho e que é o único a comentar nesse blog, que entrou pra fazer um favor pra gente e acabaria ficando até o fim da banda.
Meu Grêmio do Paulo Autuori e do Tcheco só me decepcionavam, a última mulher por quem eu havia me apaixonado tinha medo de mim com razão, a mulher que eu mais amei na vida havia tido um filho com um cara que eu não conhecia e aparentemente vivendo uma vida feliz, outras que eu gostava de ficar haviam casado e as outras 3 bilhões e meio de mulheres do mundo não estavam me interessando muito nessa época e por isso minha vida sexual e amorosa ficou parada por algum longo tempo a partir daquele outubro, a banda dava mais despesa que lucro, eu não conseguia emprego.
Enfim, inferno astral, pra piorar tudo meu padrasto perdeu os dois pais no mesmo mês e bateu o carro e a depressão tomou conta da casa inteira.
Que tempo bom de lembrar, né? NOT
Tomei um semi toco da Duda no niver da Bibi e larguei ela de mão totalmente mesmo gostando dela, acho que não era pra ser e não insisti, me reapeguei a banda que estava fazendo os últimos ensaios antes de começar as gravações do EP, e durante as tardes de semana ia pro Alemão jogar PES com ele e com o Alex valendo dinheiro.
No dia 22/08 gravamos as guias no Estúdio Mídia pro metrônomo de todas as músicas do EP, no dia 25 gravamos as baterias, dia 26 e 07/09 baixo e dias 27/08 e 02/09 guitarras e os backings, os vocais foram gravados na tarde do dia 28/08. Investi muito em equipamentos nessa época, pelo menos pro orçamento que eu tinha, foi tudo feito no heroísmo, com aproximadamente 500 reais, uma zoom 505 e uma caixa amplificada velha e estourada consegui montar um set com um Vox 847, um bom compressor da Oliver que é um clone oficial do CS-3 da Boss, um DS-2 da Boss, um DD-3 da Boss e um EH Small Clone que estava abandonado apodrecido no meu porão e consegui ressucitar com a ajuda do Adriano Engel. Hoje em dia este set contando com o pedalboard vale no mínimo 1500 reais, o que indica que sou o rei da mutreta.
Comecei a tomar uma taça de vinho por noite, as vezes duas, numa dessas noites eu iria pra praia no feriadão do 07/09 mas fiquei bêbado demais com uma amiga queridíssima na noite anterior a viagem e acabei ficando por aqui mesmo, fiz merdinha nesse dia e passei algum tempo atucanado, é bom pra aprender a deixar de ser guri, haha.
No dia 13/09 fui com o Filipe Origo, baterista da Ambulatório na época passar o dia fazendo correrias pra banda, autenticamos uns documentos, imprimimos umas fotos, gravamos uns cds e nos inscrevemos num festival de novas bandas organizado pela RBS, o limite de entrega do material era 12:00 do dia 13, chegamos no prédio da RBS as 12:02, mas conseguimos entregar pro tiozinho da segurança que prometeu que entregaria pra pessoa certa, infelizmente nunca saberei se ele entregou porque não nos classificamos, mas tenho certeza que a banda teria se classificado caso o material chegasse em boas condições, afinal chegou com envelope rasgado, cd mal gravado entre outros, foi o azarão mais uma vez ferrando com a banda.
Durante as noites eu não conseguia mais dormir, pois se lembram, minha casa havia sido arrombada no meio duma madrugada meses antes, aquele inverno todo foi difícil nesse aspecto, eu só dormia depois das 6:30, quando clareava. Aí dormia todo dia até depois das 2 da tarde, e acabava nunca indo procurar emprego, começou a acabar meu dinheiro do seguro desemprego e eu não procurava outro emprego.
Sempre naquela esperança de viver feliz de música, no dia 26/09 pegamos as músicas prontas no estúdio, mal gravadas, mal mixadas, mal masterizadas...
Trabalho porquíssimo que me desmotivou demais a continuar tocando o projeto de músicas próprias, a partir daí dariamos ênfase aos shows como cover de Red Hot Chili Peppers pra tirar uma graninha, e de fato, seria muito mais produtivo.
O Filipe deixou a banda, chamamos o Renê, aquele mesmo amigo de longa data que tocava pra caralho e que é o único a comentar nesse blog, que entrou pra fazer um favor pra gente e acabaria ficando até o fim da banda.
Meu Grêmio do Paulo Autuori e do Tcheco só me decepcionavam, a última mulher por quem eu havia me apaixonado tinha medo de mim com razão, a mulher que eu mais amei na vida havia tido um filho com um cara que eu não conhecia e aparentemente vivendo uma vida feliz, outras que eu gostava de ficar haviam casado e as outras 3 bilhões e meio de mulheres do mundo não estavam me interessando muito nessa época e por isso minha vida sexual e amorosa ficou parada por algum longo tempo a partir daquele outubro, a banda dava mais despesa que lucro, eu não conseguia emprego.
Enfim, inferno astral, pra piorar tudo meu padrasto perdeu os dois pais no mesmo mês e bateu o carro e a depressão tomou conta da casa inteira.
Que tempo bom de lembrar, né? NOT
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Junho/julho
Pois bem, naquela primeira semana da demissão foi uma correria enorme, andei aqui e ali, fui nuns mil lugares, o crédito que tinha sobrado no Cartão TEU acabou rapidinho.
Ainda passei um feriadão na praia, no primeiro fim de semana depois da demissão, curti, deu pra aliviar o stress daqui.
Na sexta-feira, dia 19/06 eu me inscrevi na auto-escola, dia 20 já fiz o psicotécnico lá e passei, que surpresa, não sou louco, hahahaha, pelo contrário, tenho uma ótima percepção.
A gripe suína fazia suas primeiras vítimas no Estado, eu estava viciado em Pretinho Básico, e Michael Jackson morreu, e só então que eu fui conhecer a fundo a discografia do cara, e descobri o quanto o cara era bom, era minha trilha sonora enquanto ia pra auto-escola, ou nas mãos que eu tinha que ir fazer em Porto Alegre, sim, meu celular além de ter internet(na época era o luxo do gaúcho) agora tocava Michael Jackson.
Passei na prova teórica da auto-escola, agora começariam as aulas práticas, iupi!
Meu time se fudeu na Libertadores, mas o delas também se fudeu na Copa do Brasil, hahaha, então a dor não foi muito grande.
No sábado 11 redescobri o sabor do vinho num inverno, foi legal, fomos tocar violão na casa de um pessoal que eu não conhecia, agora eu conheço, xisdê!
No dia 17 de julho arrombaram minha casa, levaram mais de 700 reais em roupas minhas, meus Adidas! buáááá... Fora o prejuízo do resto da família, mais uns 1000 reais. Ladrão fiadapuuuu!
No final do mês, finalmente, a Ambulatorio voltou, depois de muito insistir pra que meu primo continuasse na bateria, os argumentos se acabaram, realmente não fazia mais sentido enquanto tínhamos um outro baterista no mesmo nível disponível em tempo integral, Ambulatorio voltou e no primeiro ensaio já arrebentou, estava aí a alegria da minha vida, uma banda que tocasse!
No dia 03 de agosto seria a prova na auto-escola, fui pra lá todo confiante, eu tava pilotando já, nem dirigia mais. Só que por algum azar antes de mim algum gordo havia feito a prova, porque o banco estava longe pra caramba dos pedais, não consegui achar o lugar que arrumasse aquilo, deu branco, tinha algo que tirava pontos, se não me engano era "má interpretação de elementos do painel", e eu tava com medo de que, se perguntasse como faria pra arrumar o banco, pudesse cair nesse artigo e eu já sair pendurado.
Fui pra baliza com o banco lonjão mesmo, muito ruim, fazia um esforço enorme pra chegar até os pedais, na primeira baliza o carro apagou, bateu o nervoso, já estava pendurado, mas no resto da baliza e da garagem deu tudo certo, fomos fazer o percurso, eu suava frio, escorria água das minhas mãos, as pernas tremiam demais, chegou uma parte do percurso em que eu estava acostumado a dobrar pra esquerda, ele mandou virar a direita, mas virei a esquerda, hahahah, no nervosismo que eu tava, quando ele disse "era direita" eu só falei "aham" e continuei andando, depois que fui processar a informação.
Ele disse pra continuar, só prestar mais atenção nele, achei que tinha sido reprovado, voltamos a base, onde estavam sendo feitas as provas, lá recebi a notícia, tinha passado, aquela curva pro lado errado ele deixou passar porque eu sinalizei normal, não contava como 'infração'.
Voltei a pé pra casa, explodindo de felicidade, começou a cair uma chuvinha fina, e eu ouvindo no celular One do U2, quase chorando de emoção, parecia final de filme, ou episódio de seriado, hahaha, realmente daria um bom final pra esse capítulo.
Ainda passei um feriadão na praia, no primeiro fim de semana depois da demissão, curti, deu pra aliviar o stress daqui.
Na sexta-feira, dia 19/06 eu me inscrevi na auto-escola, dia 20 já fiz o psicotécnico lá e passei, que surpresa, não sou louco, hahahaha, pelo contrário, tenho uma ótima percepção.
A gripe suína fazia suas primeiras vítimas no Estado, eu estava viciado em Pretinho Básico, e Michael Jackson morreu, e só então que eu fui conhecer a fundo a discografia do cara, e descobri o quanto o cara era bom, era minha trilha sonora enquanto ia pra auto-escola, ou nas mãos que eu tinha que ir fazer em Porto Alegre, sim, meu celular além de ter internet(na época era o luxo do gaúcho) agora tocava Michael Jackson.
Passei na prova teórica da auto-escola, agora começariam as aulas práticas, iupi!
Meu time se fudeu na Libertadores, mas o delas também se fudeu na Copa do Brasil, hahaha, então a dor não foi muito grande.
No sábado 11 redescobri o sabor do vinho num inverno, foi legal, fomos tocar violão na casa de um pessoal que eu não conhecia, agora eu conheço, xisdê!
No dia 17 de julho arrombaram minha casa, levaram mais de 700 reais em roupas minhas, meus Adidas! buáááá... Fora o prejuízo do resto da família, mais uns 1000 reais. Ladrão fiadapuuuu!
No final do mês, finalmente, a Ambulatorio voltou, depois de muito insistir pra que meu primo continuasse na bateria, os argumentos se acabaram, realmente não fazia mais sentido enquanto tínhamos um outro baterista no mesmo nível disponível em tempo integral, Ambulatorio voltou e no primeiro ensaio já arrebentou, estava aí a alegria da minha vida, uma banda que tocasse!
No dia 03 de agosto seria a prova na auto-escola, fui pra lá todo confiante, eu tava pilotando já, nem dirigia mais. Só que por algum azar antes de mim algum gordo havia feito a prova, porque o banco estava longe pra caramba dos pedais, não consegui achar o lugar que arrumasse aquilo, deu branco, tinha algo que tirava pontos, se não me engano era "má interpretação de elementos do painel", e eu tava com medo de que, se perguntasse como faria pra arrumar o banco, pudesse cair nesse artigo e eu já sair pendurado.
Fui pra baliza com o banco lonjão mesmo, muito ruim, fazia um esforço enorme pra chegar até os pedais, na primeira baliza o carro apagou, bateu o nervoso, já estava pendurado, mas no resto da baliza e da garagem deu tudo certo, fomos fazer o percurso, eu suava frio, escorria água das minhas mãos, as pernas tremiam demais, chegou uma parte do percurso em que eu estava acostumado a dobrar pra esquerda, ele mandou virar a direita, mas virei a esquerda, hahahah, no nervosismo que eu tava, quando ele disse "era direita" eu só falei "aham" e continuei andando, depois que fui processar a informação.
Ele disse pra continuar, só prestar mais atenção nele, achei que tinha sido reprovado, voltamos a base, onde estavam sendo feitas as provas, lá recebi a notícia, tinha passado, aquela curva pro lado errado ele deixou passar porque eu sinalizei normal, não contava como 'infração'.
Voltei a pé pra casa, explodindo de felicidade, começou a cair uma chuvinha fina, e eu ouvindo no celular One do U2, quase chorando de emoção, parecia final de filme, ou episódio de seriado, hahaha, realmente daria um bom final pra esse capítulo.
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Meu pós verão.
Então pra evitar as bandinhas com o pessoal de sempre, ao qual eu já me sentia uma carta fora do baralho, comecei a frequentar a casa dos Gomes nos fins de semana, junto com o Dudu, casa de gente inteligente, todos gremistas, hahaha, depois depositem o dinheiro na minha conta pelo merchan.
Todo fim de semana tinha alguma coisa pra fazer entre aquela gurizada, mesmo quando não se tinha nada pra fazer se fazia alguma coisa, cerveja é água.
Na empresa eu já estava trabalhando no setor de RH, me destaquei tanto naquele mês como farmacêutico que decidiram que era um disperdício um cara com o meu potencial no setor de Expedição, não recebi um centavo a mais, mas elogios mil, hahaha, é mole?
Não gostei do trabalho no RH, entrava as 07:30 e não via a hora de chegar as 17:18, então na metade de abril me passaram pro setor de Crédito e Cobrança, talvez o trabalho mais difícil de toda a empresa, o mais chato, mais estressante.
Na banda Ambulatorio, estávamos voltando a tentar ensaiar com frequência, só tentar mesmo, ensaiamos umas 3 vezes em abril, mais uma em maio, mas a banda estancou denovo. O Gomes estava estudando técnica vocal, cantando horrores, o Dudu também, se puxando no baixaredo, eu tava meio pra trás, o Son comprou os pratos da bateria. Era pra bombar, mas não deu certo denovo.
Aquela gurizada lá que eu andava nos finais de semana era o que me restava de bom, já que a banda só me decepcionava, agora a gurizada era Gurizadinha do Mal, pessoal que tá guardado aqui no s2, hahaha. Fizemos uma cambada de festas regadas a cervejas, tequilas e Titanic.
Numa dessas festas, do famoso Ilton's Palace, decidi que pararia de fumar, e parei, como tinha duas carteiras de cigarro já compradas, pra não queimar dinheiro, prometi que pararia de fumar assim que terminassem meus cigarros, que nunca mais compraria uma carteira de cigarro.
E fiz, parei de fumar no dia 08 de maio, como o trabalho que tinham me colocado por si só já era suficientemente estressante, e pra fazê-lo eu ganhava o menor salário da empresa, enquanto um dos pangarés da expedição, que sempre perguntava tudo pra mim e fazia tudo errado, havia sido promovido pra um cargo menor do que o meu e agora ganhava uma boa quantia a mais.
Com o agravante que eu tinha parado de fumar uns 5 dias antes e estava já bastante irritado com a paralisia da banda, depois de um dia que eu segurei muita bomba com um salário merda, pedi demissão, o chefe disse pra esperar que em até um mês sairia, com todos os direitos previstos pra quem é mandado embora pela empresa, esperaria, já como um ex-funcionário, mas ganhando pra ir pra lá sem obrigação, foi uma maravilha, passava o dia inteiro xingando os goianos que sempre faziam tudo errado.
Ambulatorialmente, o Filipe, atual baterista, perguntou se não tinha proposta pra ele tocar, e nós parados aqui por falta de compromisso do batera. Vocalista e baixista pressionando pra resolver essa situação, nem que pra isso eu tivesse que tirar meu primo da banda, mas eu não achava que seria legal isso, afinal já tinhamos esperado dois anos pela volta da banda, poderiamos esperar mais alguns meses, a banda já nem se falava mais, eu estava realmente desesperançoso dela.
Na gurizada dos meus primos lá, e da praia, raramente a gente se via ou se falava, quando acontecia, era alguma cachaçadinha curta. Nos meios de semana após o trabalho era video-game contra o Alex e o Alemão, o Tiago já tinha voltado pra praia. Eu comprei meu celular bonitão do Son por uma pechincha. Fiz um concurso público, fui bem na prova, mas reprovei em matemática, que sempre foi meu forte.
Na Gurizadinha do Mal estava começando a rolar aquela coisa de casaizinhos, até imaginava que tinha arranjis pro Lucas e a Tê se casarem, haushauhsauhs, e eu já tinha começado a me afastar um pouco, comecei a passar noites em casa tocando guitarra, vendo filmes, hahaha, futricando na internet, qualquer coisa. Mas ainda saía com eles direto. Até que a Bibi botou uma amiguinha na minha(na verdade eu gostava bastante dessa guriazinha mas não creio que essa história tenha tanta história pra ser descrita por aqui, então fica por essas...), até hoje não me convencem que não era um plano pra dar um casalzinho pro Bolas que já tava despilhado por causa dos casaizinhos, hahahah
No dia 09 de junho saiu a minha demissão na Panarello, fiquei felizão, 2 mirrél pra pagar todas as contas e, finalmente, tirar a carteira de motorista.
Eu estava livre pra consertar a minha vida.
Todo fim de semana tinha alguma coisa pra fazer entre aquela gurizada, mesmo quando não se tinha nada pra fazer se fazia alguma coisa, cerveja é água.
Na empresa eu já estava trabalhando no setor de RH, me destaquei tanto naquele mês como farmacêutico que decidiram que era um disperdício um cara com o meu potencial no setor de Expedição, não recebi um centavo a mais, mas elogios mil, hahaha, é mole?
Não gostei do trabalho no RH, entrava as 07:30 e não via a hora de chegar as 17:18, então na metade de abril me passaram pro setor de Crédito e Cobrança, talvez o trabalho mais difícil de toda a empresa, o mais chato, mais estressante.
Na banda Ambulatorio, estávamos voltando a tentar ensaiar com frequência, só tentar mesmo, ensaiamos umas 3 vezes em abril, mais uma em maio, mas a banda estancou denovo. O Gomes estava estudando técnica vocal, cantando horrores, o Dudu também, se puxando no baixaredo, eu tava meio pra trás, o Son comprou os pratos da bateria. Era pra bombar, mas não deu certo denovo.
Aquela gurizada lá que eu andava nos finais de semana era o que me restava de bom, já que a banda só me decepcionava, agora a gurizada era Gurizadinha do Mal, pessoal que tá guardado aqui no s2, hahaha. Fizemos uma cambada de festas regadas a cervejas, tequilas e Titanic.Numa dessas festas, do famoso Ilton's Palace, decidi que pararia de fumar, e parei, como tinha duas carteiras de cigarro já compradas, pra não queimar dinheiro, prometi que pararia de fumar assim que terminassem meus cigarros, que nunca mais compraria uma carteira de cigarro.
E fiz, parei de fumar no dia 08 de maio, como o trabalho que tinham me colocado por si só já era suficientemente estressante, e pra fazê-lo eu ganhava o menor salário da empresa, enquanto um dos pangarés da expedição, que sempre perguntava tudo pra mim e fazia tudo errado, havia sido promovido pra um cargo menor do que o meu e agora ganhava uma boa quantia a mais.
Com o agravante que eu tinha parado de fumar uns 5 dias antes e estava já bastante irritado com a paralisia da banda, depois de um dia que eu segurei muita bomba com um salário merda, pedi demissão, o chefe disse pra esperar que em até um mês sairia, com todos os direitos previstos pra quem é mandado embora pela empresa, esperaria, já como um ex-funcionário, mas ganhando pra ir pra lá sem obrigação, foi uma maravilha, passava o dia inteiro xingando os goianos que sempre faziam tudo errado.
Ambulatorialmente, o Filipe, atual baterista, perguntou se não tinha proposta pra ele tocar, e nós parados aqui por falta de compromisso do batera. Vocalista e baixista pressionando pra resolver essa situação, nem que pra isso eu tivesse que tirar meu primo da banda, mas eu não achava que seria legal isso, afinal já tinhamos esperado dois anos pela volta da banda, poderiamos esperar mais alguns meses, a banda já nem se falava mais, eu estava realmente desesperançoso dela.
Na gurizada dos meus primos lá, e da praia, raramente a gente se via ou se falava, quando acontecia, era alguma cachaçadinha curta. Nos meios de semana após o trabalho era video-game contra o Alex e o Alemão, o Tiago já tinha voltado pra praia. Eu comprei meu celular bonitão do Son por uma pechincha. Fiz um concurso público, fui bem na prova, mas reprovei em matemática, que sempre foi meu forte.
Na Gurizadinha do Mal estava começando a rolar aquela coisa de casaizinhos, até imaginava que tinha arranjis pro Lucas e a Tê se casarem, haushauhsauhs, e eu já tinha começado a me afastar um pouco, comecei a passar noites em casa tocando guitarra, vendo filmes, hahaha, futricando na internet, qualquer coisa. Mas ainda saía com eles direto. Até que a Bibi botou uma amiguinha na minha(na verdade eu gostava bastante dessa guriazinha mas não creio que essa história tenha tanta história pra ser descrita por aqui, então fica por essas...), até hoje não me convencem que não era um plano pra dar um casalzinho pro Bolas que já tava despilhado por causa dos casaizinhos, hahahah
No dia 09 de junho saiu a minha demissão na Panarello, fiquei felizão, 2 mirrél pra pagar todas as contas e, finalmente, tirar a carteira de motorista.
Eu estava livre pra consertar a minha vida.
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