O problema é que todos os primos só iam pra festas tuntz tuntz, e eu tava virado num rockeiro bicho do mato, com cabelo cogumelo e camisa do Black Sabbath, das festas que eles adoravam ir na praia pra beber álcool etílico com pedacinhos de limão, eu fazia 50 por ano mais legais aqui.
Aconteceu que eu fiquei nessas, na praia, meio triste, de janeiro até o começo de fevereiro, então o pessoal da banda ligou avisando que teria uma "turnê" no estado, que tinha fechado com um baterista de primeira qualidade.
Voltei correndo, pensando num ainda possível encontro com a Ana peguei a primeira carona e dia 1º de fevereiro estava em Cachoeirinha.
Os pais do Eduardo, antigo guitarrista da Ambulatorio, tinham viajado pra praia por um mês e deixaram aquela casa liberada pra gurizada. Além da oficina mecânica do pai do Eduardo, que servia de estúdio pra banda, enfim, foi um período de muito, mas muito, mas muito trago mesmo, muito cigarro e muita dorga também, e muito rock n' roll. Mulher que é bom nada, pelo menos pra mim que era o mascote da gurizada, haha, mas dessa época tem realmente uma série de histórias interessantes como a que o Renê conta nos comentários dessa postagem, também me lembro até hoje desse dia.
O batera, Frigo, realmente fazia chover naquela bateria, e com tanta dorga que a gente usava, compor ficava cada vez mais fácil. A banda terminou umas 4 ou 5 musicas em fevereiro e em março foi a estudio gravar.
Ainda em março fez mais um show, depois outro em abril, mais alguns em maio, entre eles um em Maquiné que a banda teve que parar no meio do show porque eu fiquei bêbado demais no intervalo.
Na escola eu não ia bem denovo, mas dessa vez ninguém ia, meu primo e colega de aula que sempre teve notas exemplares também tocava em outra banda e também já fumava e bebia como um condenado. Não precisávamos nos preocupar. Eu era muito bom em inglês e fazia as provas de todo mundo, a Dani era boa em Matemática, a Lu em Português, e assim ia, alguém sempre compensava o outro e assim conseguimos passar pro terceiro ano ao fim daquele ano.
O Brasil foi campeão do mundo, eu vi todos os jogos daquela copa ou bêbado, ou chapado, ou de ressaca. Mas não era coisa da minha cabeça, o Ronaldo realmente tava gastando a bola, não vi Pelé, mas vi Ronaldo.
A Ambulatorio? Bom, o descompromisso do super batera, com a má vontade do vocalista de tocar com outro baterista que não fosse o descompromissado deu no fim da banda.
E assim terminamos 2002.

bolas não tenho certeza da data...sei q foi numa sexta...q fomos de del rey a POA com o gordo no volante...passamos pelo garagem hermetica conhecemos bebemos e fumamos maconha com o Rafa do Planet hemp...termianamos a noite a beira do guaiba com um pneu furado e eu trocando o pneu na chuva...depois do gordo subir um cordão de calçada bebado lógico...bons tempos...deus protege os bebados e as criancinhas...
ResponderExcluirhahaha, o Frigo leu isso e ficou de cara porque eu chamei de descompromissado... Lembro que tocou Stairway to Heaven enquanto a gurizada trocava o pneu do carro e depois disso toda vez que a música toca eu lembro do dia...
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