O dia mais divertido da minha vida (veja bem, não to dizendo o melhor, to dizendo o mais divertido) aconteceu nesse período, posso descrever o dia todo aqui. 03/11/2007
Fomos pra praia passar aquele fim de semana, na sexta a noite combinamos que passaríamos o sábado surfando em Torres, quer dizer, eles passariam surfando, eu passaria bebendo e fazendo as melhores palhaçadas da minha vida.
Acordamos cedo, tipo umas 8 da manhã, enchemos a D20 do Rômulo de pranchas e fardos de cerveja, e claro, de gente, fomos até Torres bebendo e gritando, mexendo com todo mundo.
Pessoal foi dar uma surfada nos Molhes, que é a melhor praia pra se surfar aqui no RS, e eu fiquei lá bebendo, bebi a manhã toda, saímos pra almoçar naquele restaurantezinho da reserva da Guarita, começamos a interpretar que éramos turistas, gritávamos "Turrristaaa Braziiiil" e o pessoal nos aplaudia, batia fotos, filmava, hahahah, o povo brasileiro é um povo realmente muito acolhedor, hahaha
Na hora do almoço, enquanto o pessoal comia, o Cassio fazia que era meu tradutor, depois de encher a pança foi todo mundo dar uma lagarteada numa sombrinha, chegaram umas mulheres lindas perguntando se a gente não tinha seda, quando o cara mais precisa na vida não tem, mas mesmo assim eu trovei, em meio aos surfistas bombados, me senti feliz quando falei a coisa que mais a fez rir, enquanto todos as cantavam desesperados, elas quase me chamaram pra ir com elas no carrão delas(hahahahha, essa parte é minha imaginação, mas eu me apaixonei pela guria que dirigia)!
Saímos de lá e fomos beber mais na Praia Grande, todas as gurias que passavam eu trovava, nenhuma dava papo, normal, além de feio agora eu já tava quase caindo de bebado.
Chamei o Alemão, fomos procurar um bar pra mijar, no meio do caminho as gurias maconheiras passaram por mim e buzinaram, berrei "Turistaaaa" haushaushauhsuah, quanta alegria, enquanto isso lá onde o "nosso carro" estava estacionado, quando voltamos dizem que rolou o maior boxing, nossos amigos deram um pau numa pleiboizada nativa que tava se crescendo pras gurias. Depois os nativos chamaram reforço, o reforço chegou bem na hora que eu cheguei, hahahah, falei meia dúzia de palavras tortas com os nativos da praia, que nos avisaram que só não iam nos matar ali porque a policia sabia que tinha dado confusão e tava de olho.
Ainda assim achamos conveniente voltar pra nossa praia, voltamos fazendo festa na D20, nem aí pra multa, já sem noção, fizemos um escarcel no meio da cidade de Torres, baita gritaria, paravamos aqui e ali pra comprar mais cerveja, numa dessas apareciam umas gurias, trovávamos mais um pouco, voltávamos por carro, e fomos descendo o litoral pra voltar pra Serra Azul.
Na Paraíso compramos mais cerveja, a ultima escala pra comprar cerveja. Voltamos pra D20, já era o Tiago dirigindo, o Rômulo, dono do carro, era um dos vários que já tinham tomado o Game Over, hauhsauhsuahsauhs
Fazendo altas manobras na praia, numa delas meu corpo leve se desprendeu do carro e eu saltei da caçamba da caminhonete, voei e caí de costas no chão, o carro parou, deu ré, o pessoal voltou, desesperado, perguntando se estava tudo bem, eu estava bêbado demais pra sentir qualquer dor no corpo, nisso tava tranquilo, o problema é que eu não conseguia respirar, fiquei preocupado, o Cassio, que foi o primeiro a vir me socorrer, ficou mais ainda, quando falou comigo e viu que eu não conseguia responder nem me mexer, nem sequer respirar.
Mas menos de um minuto depois eu já estava melhor, me colocaram na frente, do lado do motora que nessa hora estava chorando, se sentiu culpado pelo bêbado aqui ter voado do carro, confortei ele, disse que tava bem, peguei outra cerveja, e assim fomos, até chegar a Serra Azul.
Chegando na praia cada um foi pra sua casa, cada um não, eu e mais uns 6 ainda nos metemos no jogo de uma piazada que tava jogando bola. Bebendo ainda, claro, e dessa vez podre, caindo o tempo todo, não conseguindo mais andar em linha reta, lembro de ter dado um lindo corte num adversário, outro corte em outro adversário, pintava um golaço, na hora do chute acertei o vento com toda minha força, bola foi-se embora, eu fiquei no chão, dali só saí carregado pelos meus amigos até a casa do tio Toninho. Lá chegando recebi a informação de que pela primeira vez um goleiro do Grêmio havia feito um gol, iupi.
Fui pro banho gelado e dormi até as 10 da noite.
Então as 10 chegaram os amigos convidando pra festa que era o que tinha feito a gente sair de Cachoeirinha e ir até a praia. Não conseguia nem me mexer, respirar doía, sério mesmo. Mesmo assim fui pra festa, alegria de todo mundo por me ver ali, bem, sorrindo, hahaha, o tombo foi tão feio que muitos acharam que nunca mais me veriam vivo.
Ficamos na festa até umas 3 ou 4 da madruga, quando a festa acabou, ainda houveram relatos de que o Alemão dormiu no banheiro do salão que a festa aconteceu, hahaha, ô gurizada bem doida.
Sei que aqui não descrevi nada de muito engraçado, mas só quem tava na caçamba daquela caminhonete sabe o quanto aquele dia foi engraçado. O mais engraçado da minha vida.
Lavei a alma nesse dia, voltei da praia renovado, uma das fases mais felizes da minha vida.
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Enquanto o Son tava no Haiti...
...a gurizada aqui seguia o baile.
Foi legal que os casaizinhos que aparentemente rolariam não vingaram, nenhum deles, então a gurizada se via direto.
Na verdade o Tiago veio aqui pra casa e morou por umas duas semanas aqui, pegou exatamente aquelas semanas de Grêmio na final de Libertadores, passávamos as tardes inteiras, e até algumas madrugadas fazendo com que o Villarreal se tornasse o maior clube do planeta no Fifa 2007, ou então no Brasfoot, aos fins de semana íamos para seu melancólico apê, gastar dinheiro com besteira, mas era bom, boas lembranças, era tão bom que virou rotina. Naquele inverno de dois mil e sete íamos todas as sextas pro Altas Horas, em Canoas, tinha noite que gastávamos 200 reais naquelas festas, eu, desempregado, só ia no embalo do Tiago, voltávamos pra casa dele sempre as 6, 7 da manhã, sempre com gente diferente, sempre com gente suspeita.
As vezes fazíamos alguma festinha na casa do Leco, as vezes eu ia tocar com uns amigos lá da comunidade do RHCP, já que a Ambulatorio tava parada esperando o Son voltar do Haiti, as vezes íamos pra praia, sempre com muito trago, como no vídeo abaixo, haha
Nessa época íamos todos os domingos a tarde pro bar do seu Duarte, onde hoje funciona o Formiga Atômica, tocar um violãozinho e ganhar cerveja de graça tocando sertanejo, hahahaha, bons tempos.
Ainda deu tempo de se desviciar do Fifa e se viciar no Gran Turismo, vinha chegando o verão, ow que coisa boa. Também me viciei em Cinema, passava o dia inteiro baixando filmes cults, e passava as madrugadas vendo as obras primas que passavam sempre na Ulbra Tv!
Eu continuava desempregado, ia passar o verão quebrado, mas não tava nem aí. O primuxo ia voltar e ia bancar as festas pra gurizada, hahahah
Foi legal que os casaizinhos que aparentemente rolariam não vingaram, nenhum deles, então a gurizada se via direto.
Na verdade o Tiago veio aqui pra casa e morou por umas duas semanas aqui, pegou exatamente aquelas semanas de Grêmio na final de Libertadores, passávamos as tardes inteiras, e até algumas madrugadas fazendo com que o Villarreal se tornasse o maior clube do planeta no Fifa 2007, ou então no Brasfoot, aos fins de semana íamos para seu melancólico apê, gastar dinheiro com besteira, mas era bom, boas lembranças, era tão bom que virou rotina. Naquele inverno de dois mil e sete íamos todas as sextas pro Altas Horas, em Canoas, tinha noite que gastávamos 200 reais naquelas festas, eu, desempregado, só ia no embalo do Tiago, voltávamos pra casa dele sempre as 6, 7 da manhã, sempre com gente diferente, sempre com gente suspeita.
As vezes fazíamos alguma festinha na casa do Leco, as vezes eu ia tocar com uns amigos lá da comunidade do RHCP, já que a Ambulatorio tava parada esperando o Son voltar do Haiti, as vezes íamos pra praia, sempre com muito trago, como no vídeo abaixo, haha
Nessa época íamos todos os domingos a tarde pro bar do seu Duarte, onde hoje funciona o Formiga Atômica, tocar um violãozinho e ganhar cerveja de graça tocando sertanejo, hahahaha, bons tempos.
Ainda deu tempo de se desviciar do Fifa e se viciar no Gran Turismo, vinha chegando o verão, ow que coisa boa. Também me viciei em Cinema, passava o dia inteiro baixando filmes cults, e passava as madrugadas vendo as obras primas que passavam sempre na Ulbra Tv!
Eu continuava desempregado, ia passar o verão quebrado, mas não tava nem aí. O primuxo ia voltar e ia bancar as festas pra gurizada, hahahah
sábado, 29 de agosto de 2009
Temporada de caça ao ajorjo com sua camisa de mangas vermelhas
Começamos no Carnaval com uma sequencia de festas impressionante, era toda sexta, já imendava no sábado, isso no começo, depois as festas se arrastavam pro meio da semana.Aquela coisa de "viver a vida intensamente como se fosse o último momento" tava acontecendo, a cara de alegria do parceiro véio aqui é visível em todas as fotos desse tempo, vide essa aí ao lado, referente a primeira noite do carnaval de 2007, que mais ou menos uns 20 cabeça lotaram a Kombi do Marquinhos pra ir pra festa.

Na segunda noite daquele carnaval a festa bombou mais ainda, não me lembro muito do que fiz, mas sei que gostei, haha, na volta, depois de já ter amanhecido lotamos os carros, principalmente a Kombi do Marquinhos, e viva os fanfarrões, eu já ri muito vendo gente contando piada, vendo programas de humor, etcétera, mas do jeito que rimos naquela Kombi é difícil de ver, lembrando da sensação de cagaço a cada freada até hoje eu me fino rindo. Pequenos momentos que se não fosse a foto aqui eu talvez nem lembraria, patuvecuméquié!Não me importaria de postar aqui todas as outras fotos daquele Carnaval, mas espero que isso seja mais um blog escrito do que de imagens. Também não será por falta de fotos que esquecerei dos Caras do Zerinho demonstrando toda sua competência na beira do mar, e de quantas vezes eu, dentro daquele carro, o Nervoso, acabei pensando: "pow, agora que eu não queria mais morrer meus primos vão me matar?", hauehaueuaheuaeh, era demais.
Mas chega de Carnaval, não foi o melhor Carnaval de toda a história do Universo pra eu ficar aqui só falando dele, ainda estávamos em março e teríamos muita, mas muita festa pela frente, e quando não fosse ter festa, a gente organizava alguma.Depois do Carnaval organizamos na sexta 16 um churras com caipira na casa do Son, devo ter feito uns 20 litros de caipira nesse dia, ôw beleeza.
A foto ao lado trata-se desse dia. Não lembro o que teve no dia 17, mas certamente foi coisa boa.
Nos fins de semana seguintes seguimos assim, na sexta, festa num casarão de algum conhecido de alguém, no sábado, festa num casarão maior ainda de algum outro conhecido de alguém.



Era festa com muita ceva na piscina da casa do Marquinhos num dia... No outro era psytrance no Jaiminho, com mais cerveja ainda, e piscina denovo.
Hahaha, bons tempos, e assim foi indo, quando não tinha casa gigante pra fazer festa pra 20, 30 cabeça, íamos ao Service Point, ou outros similares.Enquanto as festas rolavam o Grêmio ia de façanha em façanha, metia 4 no Caxias em jogo épico pela semi-final do Gauchóvsky, já tinha matado o São Paulo e o Defensor na Libertadores.
Nos já tínhamos viajado pra Nova Petrópolis algumas vezes, e curtido horrores, por sinal, não vejo a hora de voltar pra lá.
Assim passamos aquele primeiro semestre, quando não estávamos em festas, nem viajando pro Interior, íamos pra praia, hahaha, lá passamos a semana do aniversário do Son, foi a semana do primeiro jogo entre Grêmio x Santos pela Libertadores de 2007.
Entre muitas coisas dessa semana, lembro do começo da viagem, um frio de 5°C aqui em Cachoeirinha, viajamos no friozão, paramos num lugar lá fora e compramos um garrafão de vinho dos mais confirmado, uns pães, um queijo colonial e salamito colonial, metemo a ranguera e fomos bebendo até a praia, fiquei gripadão mas não deu nada.
Nos dias seguintes saíamos com a cuia e erva mate na mão, mas a erva que a gente usava era outra, hahahah, teve gente me aparecendo com teorias que explicavam as cores diferentes das lâmpadas nos postes, quem tava no carro na hora vai se lembrar.
Voltamos pra casa da praia naquela noite, estava todo mundo acordado, e eu, zoião vermelho escancarando tive que inventar desculpa pras tias, todo mundo reunido pra ver Grêmio x Santos, como tinha ficado gripadão uns dias antes meti a desculpa da doença, que tava com febre e pararan, me encheram de remédios, vi o jogo chapadasso, além da ervinha que eu tinha fumado agora tinha mais umas outras 5 substâncias químicas circulando pelo meu corpo. Não dá nada, Grêmio ganhou e depois eu poderia ver todo aquele balaio que o Grêmio socou no youtube.
Num dos outros dias na praia aconteceu isso, tinha um laguinho na beira da praia, meu primo atravessou por dentro, eu não queria molhar as pernas, então apostei com ele que saltaria por cima do valinho, o resultado tá aí abaixo.
Voltando pra Cachoeirinha, estávamos na primeira semana de junho, festa de despedida pro Son(foto), agora não tinha mais choro mesmo, o primo parcerão que se criou comigo estava indo pra uma viagem pra um país em guerra, e o risco de que ele não voltasse assustava demais.A festa em si foi boa, juro que não lembro de muita coisa, mas guardo pra mim as coisas que lembro dessa festa.
Oloko mew, o primo se foi pro Haiti, as festas se acabariam, daqui a pouco tudo sobre o super inverno de 2007.
Doismilissete.
Fiquei um tempão sem escrever aqui, ficou a parte deprê estampada pra todo mundo mais de uma semana e já vejo gente passando por mim na rua com cara de pena, hahaha, vamos arrumar isso agora então.
Como eu tenho falado para todos meus leitores que me encontram nos botequins da vida, toda grande história precisa de um momento difícil antes do final feliz. Meu momento difícil foi 2006(até o Inter conseguiu ser campeão do Mundo com um gol do Gabirú, pra ver a fase), hoje em dia estou feliz e saltitante como uma pimponeta fonoaudiológica.
Voltando a história.
Ao fim daquele ano, como me conta meu álbum no orkut, fui pra praia curtir o Reveillón com a gurizadassa de sempre! Trago, trago e mais trago, também foram pra praia o nosso vocalista, Mr. Gomes, e a sua já famosa irmã gostosa(que eu nunca peguei nem tentarei pegar, antes que amigos me decapitem) supracitada nesse blog, lembro que tinha gente mutcho loca, na foto que a gente conseguiu pro Reveillon não saiu a maioria, bebassa, tomando glicose nas barraquinhas médicas. Eu de mão dada com o Gomes na foto trata-se de uma mera montagem da imprensa pra sujar o nome da banda Ambulatorio.
Não peguei ninguém nesse Reveillon denovo, nem saí tentando, como era a tradição, mas aí eu tava completamente acostumado, legal foi um amigo que pegou a Risco, mas não vou citar nomes porque esses tem esposas de fácil irritação ciumática.
No dia seguinte teríamos que voltar de motoca denovo pra Cachoeirinha, eu e o Son trabalharíamos dia 2, essa foto foi tirada uns 5 minutos antes de irmos embora, na viagem passamos pelo Mister Pi, não falamos nada, nem fizemos nada com ele, mas eu não me esqueço dessa merda.
Quando cheguei em Cachoeirinha e vi essa foto tive pela primeira vez a impressão de que estava perdendo cabelos, ô tristeza.
Em Cachoeirinha eu fiquei naquela de trabalhar durate a semana e no fim de semana ir pra praia até o dia 31, que seria o meu último dia de emprego.
No último dia uma choradeira das colegas, até meu olho lacrimejou! hehe! Eu estava louco pra me livrar de lá, mas não pra me livrar das colegas, enfim, por força contratual, tive que sair.
Fui pra praia e passei o resto do verão lá, agora não tinha mulé, não tinha emprego, não tinha aula, mas tinha um dinheirinho, oooow que beleeeza!
Meu primo e baterista da banda encararia no meio do ano uma missão de paz do Exército no Haiti, então lá por março começamos com um intensivo, festa atrás de festa, cerveza pra que te quiero, trabalho que é bom nada.
Começamos naquele final de fevereiro, antes de entrar pro Carnaval, pessoal se juntava na casa do Son e ficava o dia inteiro baixando Polar...
Daí em diante nunca mais me veriam com a cara amarrada da foto acima. Emocionante!
Como eu tenho falado para todos meus leitores que me encontram nos botequins da vida, toda grande história precisa de um momento difícil antes do final feliz. Meu momento difícil foi 2006(até o Inter conseguiu ser campeão do Mundo com um gol do Gabirú, pra ver a fase), hoje em dia estou feliz e saltitante como uma pimponeta fonoaudiológica.
Voltando a história.
Ao fim daquele ano, como me conta meu álbum no orkut, fui pra praia curtir o Reveillón com a gurizadassa de sempre! Trago, trago e mais trago, também foram pra praia o nosso vocalista, Mr. Gomes, e a sua já famosa irmã gostosa(que eu nunca peguei nem tentarei pegar, antes que amigos me decapitem) supracitada nesse blog, lembro que tinha gente mutcho loca, na foto que a gente conseguiu pro Reveillon não saiu a maioria, bebassa, tomando glicose nas barraquinhas médicas. Eu de mão dada com o Gomes na foto trata-se de uma mera montagem da imprensa pra sujar o nome da banda Ambulatorio.Não peguei ninguém nesse Reveillon denovo, nem saí tentando, como era a tradição, mas aí eu tava completamente acostumado, legal foi um amigo que pegou a Risco, mas não vou citar nomes porque esses tem esposas de fácil irritação ciumática.
No dia seguinte teríamos que voltar de motoca denovo pra Cachoeirinha, eu e o Son trabalharíamos dia 2, essa foto foi tirada uns 5 minutos antes de irmos embora, na viagem passamos pelo Mister Pi, não falamos nada, nem fizemos nada com ele, mas eu não me esqueço dessa merda.Quando cheguei em Cachoeirinha e vi essa foto tive pela primeira vez a impressão de que estava perdendo cabelos, ô tristeza.
Em Cachoeirinha eu fiquei naquela de trabalhar durate a semana e no fim de semana ir pra praia até o dia 31, que seria o meu último dia de emprego.
No último dia uma choradeira das colegas, até meu olho lacrimejou! hehe! Eu estava louco pra me livrar de lá, mas não pra me livrar das colegas, enfim, por força contratual, tive que sair.
Fui pra praia e passei o resto do verão lá, agora não tinha mulé, não tinha emprego, não tinha aula, mas tinha um dinheirinho, oooow que beleeeza!
Meu primo e baterista da banda encararia no meio do ano uma missão de paz do Exército no Haiti, então lá por março começamos com um intensivo, festa atrás de festa, cerveza pra que te quiero, trabalho que é bom nada.Começamos naquele final de fevereiro, antes de entrar pro Carnaval, pessoal se juntava na casa do Son e ficava o dia inteiro baixando Polar...
Daí em diante nunca mais me veriam com a cara amarrada da foto acima. Emocionante!
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Fim de 2006
Chegou o fim do ano de 2006 e eu tava virado num nerd viciado em orkut, era moderador da comunidade do Red Hot no orkut, tava sempre online, tava sempre conversando com gente que eu não conhecia pessoalmente.
Então num curto período de tempo fiz revivals interessantes com gente que eu andava afastado.
Primeiro um revival com a banda, que estava parada há alguns meses, de quebra ainda consegui conhecer um dos colegas nerds de moderação da comunidade, e sua irmã, que na época eu era bem a fim de dar uns pegas, mesmo com sua idade bem pouco avançada, menos mal que não peguei, poderia até ser preso naquele dia.
O show foi bom, como foi numa casa de rock, quando tocávamos musicas lentas o pessoal sumia, quando tocamos Give It Away a casa caiu, o pessoal pulava, berrava, sei lá, foi de arrepiar.
Depois do show a banda entrou em férias de verão, já estávamos entrando no mês de dezembro.
O outro revival foi com os primos, lembro que aquele quarteto, por fatalidades do destino, não se juntava mais há anos, inclusive nos verões, quando 3 deles estavam na praia, o outro estava trabalhando na cidade.
Nesse dia não, nos encontramos e ficamos o tempo todo falando merda, fumando tudo e bebendo Heineken. Mais tarde chegariam umas cascudas, uns pegaram, eu preferi não encarar, acho que hoje em dia eu teria ido, na época fiquei "receoso", hahahaha
Mas o que valeu foi o encontro com os primos, pra mim que há muito não via gente, encontrar 3 dos preferidos numa época que tudo dava errado foi inesquecível.
Voltando a minha realidade de nerd viciado, estava gostando novamente de outra desconhecida de longe, e o pior é que essa eu nunca havia visto o rosto, mas não sei porque nessa época todas as coisas boas que aconteciam eu contabilizava como ruins, acho que tava com o capeta no couro, ô deprê!
Pra evitar encontrar com parentes 100% pra cima que geralmente ridicularizam quem diz que não tá bem não fui pra praia no Natal daquele ano, fiquei sozinho em casa, na noite de Natal ainda me convidaram pra fazer a ceia na casa do Alex, com o Son, mas se tem uma dupla que alguém que tá curtindo a deprê tem que evitar é o Alex e o pai dele, hahaha
Fiquei em casa mesmo, tinha comprado uma lata de cola, cocaína, maconha, whisky e várias caixas de cigarro, acordei cedo naquele domingo dia 24, de ressaca, e passei o resto do dia me drogando do jeito que dava, vi de tudo que podia e até o que não podia naquele dia, esperando que uma overdose me levasse de vez, assim eu não pareceria um emo que tentou suicídio.
Lembro dos foguetórios na noite, muitos foguetes, eu não ouvia barulho de foguetes, era um eco seco na cabeça, eu tive a noite inteira a sensação idêntica a de quando eu batia a cabeça na escadaria dos condomínios lá no Leopoldina.
Vi cores inéditas, escutei barulhos de outros planetas, outras galáxias, passei por várias civilizações e eras glaciais em poucos minutos, com a sacola de cola na mão, quase morrendo, dentro do meu quarto, com a janela aberta, aparece um senhor barbudo, com barbas brancas me perguntando algo do tipo: "tu realmente queres atravessar este portão?", lembro de não conseguir respirar por alguns segundos, pensando: "não, eu quero voltar logo".
Então voltei a mim, e ainda totalmente desorientado refleti sobre o que estava acontecendo de tão ruim na minha vida, percebi que não tinha nada, que a maioria era coisa da minha cabeça, fiz um trabalho interno forte de recuperação, comprei um tênis novo e roupas novas, hahaha, sempre ajuda, foi minha primeira e última experiência com a famosa depressão.
Me afastaria um pouco do computador, voltaria a viver a minha vidinha.
Lembro de no dia 29 ir pra praia de moto com o Son, e no mesmo dia tirar esta foto. A cara de louco sequelado realmente existe, mas aí, nesse instante, já se tratava de um Bolas muito parecido com o dos dias de hoje.
Então num curto período de tempo fiz revivals interessantes com gente que eu andava afastado.
Primeiro um revival com a banda, que estava parada há alguns meses, de quebra ainda consegui conhecer um dos colegas nerds de moderação da comunidade, e sua irmã, que na época eu era bem a fim de dar uns pegas, mesmo com sua idade bem pouco avançada, menos mal que não peguei, poderia até ser preso naquele dia.O show foi bom, como foi numa casa de rock, quando tocávamos musicas lentas o pessoal sumia, quando tocamos Give It Away a casa caiu, o pessoal pulava, berrava, sei lá, foi de arrepiar.
Depois do show a banda entrou em férias de verão, já estávamos entrando no mês de dezembro.
O outro revival foi com os primos, lembro que aquele quarteto, por fatalidades do destino, não se juntava mais há anos, inclusive nos verões, quando 3 deles estavam na praia, o outro estava trabalhando na cidade.Nesse dia não, nos encontramos e ficamos o tempo todo falando merda, fumando tudo e bebendo Heineken. Mais tarde chegariam umas cascudas, uns pegaram, eu preferi não encarar, acho que hoje em dia eu teria ido, na época fiquei "receoso", hahahaha
Mas o que valeu foi o encontro com os primos, pra mim que há muito não via gente, encontrar 3 dos preferidos numa época que tudo dava errado foi inesquecível.
Voltando a minha realidade de nerd viciado, estava gostando novamente de outra desconhecida de longe, e o pior é que essa eu nunca havia visto o rosto, mas não sei porque nessa época todas as coisas boas que aconteciam eu contabilizava como ruins, acho que tava com o capeta no couro, ô deprê!
Pra evitar encontrar com parentes 100% pra cima que geralmente ridicularizam quem diz que não tá bem não fui pra praia no Natal daquele ano, fiquei sozinho em casa, na noite de Natal ainda me convidaram pra fazer a ceia na casa do Alex, com o Son, mas se tem uma dupla que alguém que tá curtindo a deprê tem que evitar é o Alex e o pai dele, hahaha
Fiquei em casa mesmo, tinha comprado uma lata de cola, cocaína, maconha, whisky e várias caixas de cigarro, acordei cedo naquele domingo dia 24, de ressaca, e passei o resto do dia me drogando do jeito que dava, vi de tudo que podia e até o que não podia naquele dia, esperando que uma overdose me levasse de vez, assim eu não pareceria um emo que tentou suicídio.
Lembro dos foguetórios na noite, muitos foguetes, eu não ouvia barulho de foguetes, era um eco seco na cabeça, eu tive a noite inteira a sensação idêntica a de quando eu batia a cabeça na escadaria dos condomínios lá no Leopoldina.
Vi cores inéditas, escutei barulhos de outros planetas, outras galáxias, passei por várias civilizações e eras glaciais em poucos minutos, com a sacola de cola na mão, quase morrendo, dentro do meu quarto, com a janela aberta, aparece um senhor barbudo, com barbas brancas me perguntando algo do tipo: "tu realmente queres atravessar este portão?", lembro de não conseguir respirar por alguns segundos, pensando: "não, eu quero voltar logo".
Então voltei a mim, e ainda totalmente desorientado refleti sobre o que estava acontecendo de tão ruim na minha vida, percebi que não tinha nada, que a maioria era coisa da minha cabeça, fiz um trabalho interno forte de recuperação, comprei um tênis novo e roupas novas, hahaha, sempre ajuda, foi minha primeira e última experiência com a famosa depressão.Me afastaria um pouco do computador, voltaria a viver a minha vidinha.
Lembro de no dia 29 ir pra praia de moto com o Son, e no mesmo dia tirar esta foto. A cara de louco sequelado realmente existe, mas aí, nesse instante, já se tratava de um Bolas muito parecido com o dos dias de hoje.
Adeus faculdade - Melhor instrumentista.
Quando entrei pra faculdade pensava que sairia dela em 14 semestres, infelizmente, ou felizmente, saí logo no começo do quarto semestre.
Insisti, insisti, e insisti. Não adiantou, eu realmente não queria ser um administrador, muito menos um contador. Esperei renovar o contrato de estágio pelos últimos 6 meses e pedi as contas da facul, gastei quase 4 mil reais numa coisa que eu nunca quis.
Bolas pra frente, agora teríamos todas as noites livres novamente. E fins de semana também, afinal o que mais tava me deprimindo até então era não ter mais tempo disponível pros amigos.
O grande problema agora é que os amigos não tinham mais tempo pra mim, os primos todos estavam casados, comecei a passar o tempo inteiro na frente do computador, conversando com os amigos da internet.
Quando as vistas começavam a doer eu pegava a guitarra e compunha alguma coisa. Nesse período entre julho e setembro de 2006, inspirado pelo lançamento do Stadium Arcadium, devo ter composto umas 7 ou 8 musicas, a maioria eu não aproveitei, mas algumas são tocadas até hoje pela banda.
Em setembro de 2006 a banda tocou num festival de bandas de Cachoeirinha, tocamos 3 musicas próprias e uma cover, By The Way, do RHCP.
Parece que não gostaram muito da gente, digo, deles, de mim gostaram, fui eleito o melhor instrumentista entre os 40 e poucos do festival, eu já sabia, hahaha, o baixista, Dudu, ficou em segundo. Dinheiro que é bom, nada, ganhei um troféuzinho de plástico que quebrou na primeira dobrada.
Mas não dá nada, pelo menos o reconhecimento por algum talento foi dado naquela noite.
Insisti, insisti, e insisti. Não adiantou, eu realmente não queria ser um administrador, muito menos um contador. Esperei renovar o contrato de estágio pelos últimos 6 meses e pedi as contas da facul, gastei quase 4 mil reais numa coisa que eu nunca quis.
Bolas pra frente, agora teríamos todas as noites livres novamente. E fins de semana também, afinal o que mais tava me deprimindo até então era não ter mais tempo disponível pros amigos.
O grande problema agora é que os amigos não tinham mais tempo pra mim, os primos todos estavam casados, comecei a passar o tempo inteiro na frente do computador, conversando com os amigos da internet.
Quando as vistas começavam a doer eu pegava a guitarra e compunha alguma coisa. Nesse período entre julho e setembro de 2006, inspirado pelo lançamento do Stadium Arcadium, devo ter composto umas 7 ou 8 musicas, a maioria eu não aproveitei, mas algumas são tocadas até hoje pela banda.
Em setembro de 2006 a banda tocou num festival de bandas de Cachoeirinha, tocamos 3 musicas próprias e uma cover, By The Way, do RHCP.Parece que não gostaram muito da gente, digo, deles, de mim gostaram, fui eleito o melhor instrumentista entre os 40 e poucos do festival, eu já sabia, hahaha, o baixista, Dudu, ficou em segundo. Dinheiro que é bom, nada, ganhei um troféuzinho de plástico que quebrou na primeira dobrada.
Mas não dá nada, pelo menos o reconhecimento por algum talento foi dado naquela noite.
Camisa 1994
Em março de 2006 vazou a primeira música do que seria o novo cd dos Red Hot Chili Peppers, sabendo que pela frente viria um disco duplo de 28 músicas, comecei a usar o tal orkut pra alguma coisa, corria atrás de informações, possíveis novas faixas do disco, etc...
Numa dessas madrugadas de sábado pra domingo, que acabei não saindo de casa, vazou o cd inteiro na comunidade da banda no orkut, o lançamento do disco era previsto pra o dia 9 de maio, dia 30/04 eu já tinha ele inteiro.
No ensaio do dia 07 de maio, na mesma semana do lançamento de Stadium Arcadium, a Ambulatorio toca pela primeira vez um música própria, Onde a Sorte Levar, que já iria pro repertório da banda nos show seguintes.
Show todos em que, por sinal, usei a mesma camisa, incrível, dava essa coincidência de todo dia de show eu estar com a mesma roupa, juro que não era uniforme de show.
Tocamos várias vezes no Café Gravataí em Madrid, tá, é uma piadinha infame, Café Madri era o nome da casa de shows em Gravataí, onde hoje em dia funciona uma casa destinada a Máfia Italiana.
Depois dos shows, enquanto a banda ficava confraternizando, feliz, bebendo de graça, eu vinha pra casa desabafar sobre as desilusões amorosas com uma amiguinha que conheci na internet, nos falávamos todos os dias até ela começar a dizer que me amava loucamente, e que queria me encontrar de qualquer jeito, queria vir morar comigo, ou queria que eu fosse pra MG morar com ela, hahaha
No começo eu achava uma tremenda palhaçada, até ria, mas ela era tão, mas tão bonitinha que com o tempo comecei a aceitar como possibilidade real, e ficava o dia inteiro falando com ela, no trabalho, na faculdade, em casa eu já tinha colocado banda larga principalmente por ela, até que um dia ela sumiu e eu percebi que sentia falta dela, mesmo que fosse só pra conversar, que nunca houvesse o toque final, nem nada, mas tá, quando ela sumiu conheci um outro amigo, da mesma comunidade, que tinha o mesmo tipo de diálogo com ela, contou que ela dizia pra ele as mesmas coisas que dizia pra mim, tinha as conversas salvas, tinha print-screens de "sacanagens virtuais" deles.
Mais uma vez na vida eu me sentia um troxa enganado por uma guriazinha qualquer, e o pior é que dessa vez era uma garota que eu nunca tinha pego, hahaha
Agora eu era um cara com raiva das mulheres bonitas ao vivo, e no msn também. Passava horas me perguntando porque todas as mulheres do mundo não eram como uma prima minha.
Fiz uns concursos públicos na época, mas não adiantava, eu não conseguia me concentrar pra estudar, a coisa tava feia, na faculdade eu já nem aparecia mais, tinha brigado com a professora de Sociologia, só terminei de pagar aquele semestre pra continuar com o estágio.
Numa dessas madrugadas de sábado pra domingo, que acabei não saindo de casa, vazou o cd inteiro na comunidade da banda no orkut, o lançamento do disco era previsto pra o dia 9 de maio, dia 30/04 eu já tinha ele inteiro.
No ensaio do dia 07 de maio, na mesma semana do lançamento de Stadium Arcadium, a Ambulatorio toca pela primeira vez um música própria, Onde a Sorte Levar, que já iria pro repertório da banda nos show seguintes.
Show todos em que, por sinal, usei a mesma camisa, incrível, dava essa coincidência de todo dia de show eu estar com a mesma roupa, juro que não era uniforme de show.Tocamos várias vezes no Café Gravataí em Madrid, tá, é uma piadinha infame, Café Madri era o nome da casa de shows em Gravataí, onde hoje em dia funciona uma casa destinada a Máfia Italiana.
Depois dos shows, enquanto a banda ficava confraternizando, feliz, bebendo de graça, eu vinha pra casa desabafar sobre as desilusões amorosas com uma amiguinha que conheci na internet, nos falávamos todos os dias até ela começar a dizer que me amava loucamente, e que queria me encontrar de qualquer jeito, queria vir morar comigo, ou queria que eu fosse pra MG morar com ela, hahaha
No começo eu achava uma tremenda palhaçada, até ria, mas ela era tão, mas tão bonitinha que com o tempo comecei a aceitar como possibilidade real, e ficava o dia inteiro falando com ela, no trabalho, na faculdade, em casa eu já tinha colocado banda larga principalmente por ela, até que um dia ela sumiu e eu percebi que sentia falta dela, mesmo que fosse só pra conversar, que nunca houvesse o toque final, nem nada, mas tá, quando ela sumiu conheci um outro amigo, da mesma comunidade, que tinha o mesmo tipo de diálogo com ela, contou que ela dizia pra ele as mesmas coisas que dizia pra mim, tinha as conversas salvas, tinha print-screens de "sacanagens virtuais" deles.
Mais uma vez na vida eu me sentia um troxa enganado por uma guriazinha qualquer, e o pior é que dessa vez era uma garota que eu nunca tinha pego, hahaha
Agora eu era um cara com raiva das mulheres bonitas ao vivo, e no msn também. Passava horas me perguntando porque todas as mulheres do mundo não eram como uma prima minha.
Fiz uns concursos públicos na época, mas não adiantava, eu não conseguia me concentrar pra estudar, a coisa tava feia, na faculdade eu já nem aparecia mais, tinha brigado com a professora de Sociologia, só terminei de pagar aquele semestre pra continuar com o estágio.
Carnaval
Sobre o meu Carnaval, pensei em cancelar a viagem pra praia, não tava com muito clima pra sair por aí fingindo sorrisos, mas como já tinha combinado que ia ser um tempo pra banda, que o Gomes ia pela primeira vez pra nossa prainha, e tudo mais, acabei indo, com aquelas musicas depressivas do John Frusciante no celular.
Na moto do Dudu o Gomes, na moto do Son, eu. Road Trippin with my 3 favourite allies.
O Gomes recém tinha comprado o celular mais hi-tech da época, passamos aquela viagem inteira tirando fotos de nossos celulares que já não eram mais tão especiais por tirarem fotos, hahaha, mas ainda tinham seu valor.
Chegamos na praia, jogamos um futebolzinho ainda antes de anoitecer, a noite fomos pra festinha em Estrela, que eu me lembre não peguei ninguém naquele carnaval inteiro.
A coisa mais divertida era beber até alguém te levar pra casa, ficar tirando fotos, e ficar gravando vídeos no celular do Gomes. O estranho é que tava todo mundo gostando daquela festa, eu odiando com todas minhas forças, mas macho que é macho aguenta no coro. Gravamos vídeos fazendo palhaçadas antológicas que posteriormente sumiram misteriosamente do celular do Gomes, hahahhaa
E assim foi durante o Carnaval, o Son lá pegando todo mundo com meus outros primos pegadores, o Dudu apitando no ouvido do Gomes que queria pegar a irmã dele, e o Gomes ouvindo e tentando não me deixar isolado.
Na ultima noite do Carnaval, quando todo mundo já tinha gastado demais naquelas festas, resolvemos fazer só um churrasquinho em volta da piscina da casa do Leco, sem muita bebida, eu, naquele ponto, já tava tomando refri, tamanho o ajorjo.
Ainda teríamos que viajar de moto por mais de 2 horas pra voltar pra casa, na noite, num dia de vento forte.
Quando chegamos por Osório batiam ventos tão fortes que balançavam as motos pros dois lados, quase fomos parar debaixo de um caminhão, mas como não podíamos parar, continuamos, e deu tudo certo, deitávamos nas motos pra aumentar a velocidade, chegamos a 150 numa das Titans, grande feito heinhô Mendonça!
Depois disso eu prometi pra mim, nunca mais iria pra praia num Carnaval que eu não estivesse bem. Até agora fui em todos!
Na moto do Dudu o Gomes, na moto do Son, eu. Road Trippin with my 3 favourite allies.
O Gomes recém tinha comprado o celular mais hi-tech da época, passamos aquela viagem inteira tirando fotos de nossos celulares que já não eram mais tão especiais por tirarem fotos, hahaha, mas ainda tinham seu valor.
Chegamos na praia, jogamos um futebolzinho ainda antes de anoitecer, a noite fomos pra festinha em Estrela, que eu me lembre não peguei ninguém naquele carnaval inteiro.
A coisa mais divertida era beber até alguém te levar pra casa, ficar tirando fotos, e ficar gravando vídeos no celular do Gomes. O estranho é que tava todo mundo gostando daquela festa, eu odiando com todas minhas forças, mas macho que é macho aguenta no coro. Gravamos vídeos fazendo palhaçadas antológicas que posteriormente sumiram misteriosamente do celular do Gomes, hahahhaaE assim foi durante o Carnaval, o Son lá pegando todo mundo com meus outros primos pegadores, o Dudu apitando no ouvido do Gomes que queria pegar a irmã dele, e o Gomes ouvindo e tentando não me deixar isolado.
Na ultima noite do Carnaval, quando todo mundo já tinha gastado demais naquelas festas, resolvemos fazer só um churrasquinho em volta da piscina da casa do Leco, sem muita bebida, eu, naquele ponto, já tava tomando refri, tamanho o ajorjo.Ainda teríamos que viajar de moto por mais de 2 horas pra voltar pra casa, na noite, num dia de vento forte.
Quando chegamos por Osório batiam ventos tão fortes que balançavam as motos pros dois lados, quase fomos parar debaixo de um caminhão, mas como não podíamos parar, continuamos, e deu tudo certo, deitávamos nas motos pra aumentar a velocidade, chegamos a 150 numa das Titans, grande feito heinhô Mendonça!
Depois disso eu prometi pra mim, nunca mais iria pra praia num Carnaval que eu não estivesse bem. Até agora fui em todos!
domingo, 23 de agosto de 2009
Volta as aulas
Então voltamos pra Cesuca, em novos prédios, agora sim com cara de faculdade, eu, pra não ficar pra trás, andava todo socialzinho, era o genro que todo sogro quer, um cara certinho, estudioso, cabelinho pro lado, roupa social e sorriso no rosto.
Os amigos entraram numa de se casar, tava todo mundo namorando umas mina tri mais ou menos, já nem dava mais vontade de aparecer na família, parecia que por onde eu andava o pessoal cochichava: "O Bolas é cabaço, o Bolas nunca aparece com namorada, acho que o Bolas é gay", e por aí vai.
Num desses sábados de março de 2006, logo no começo das aulas, fomos fazer um trabalho de sociologia na casa de uma colega que eu odiava, peguei ela, pimbei ela e comecei a adorá-la, queria passar o dia inteiro adorando ela, mas tinha trabalho de dia, aula a noite, e no fim de semana, daí aguenta né champs, no começo foi muito legal, ela fez eu parar de andar igual um cara de 40, me arrumou pra parecer o de 20 que eu era. E eu tinha cabelo, aparentava mesmo, haha
Daí me apresentou pras amigas e pros amigos, turma essa que eu odiei inteira, e senti que todos me odiaram, ficar com ela começou a ficar ruim, porque eu tinha que estar presente nas coisas da família dela e ela nunca podia ir nos churrascos da minha família, pra eu finalmente tirar esse carma do couro?
Num desses dias antes do carnaval ela reclamou que eu estava andando igual a um piá, que eu precisava de uma postura mais adulta, hahaha, isso depois de fazer de tudo pra eu parecer mais novo...
Eu já tava apaixonado demais pra mandar ela tomar no cu assim, de qualquer jeito, sabia que sentiria a falta dela mesmo com todo o clima ruim que já tinha contra, pensei pela primeira vez em fazer uma habilitação e comprar um carro como todos os primos faziam na época, tudo pra ver se a mulher para de encher um pouco e se aquieta, mulé gosta de carro mesmo, haha.
Chegou a semana do carnaval, como combinado desde o verão, carnaval é em Torres né, a convidei, não quis ir junto, como esperado, tudo bem, faz a tua, eu faço a minha, na volta a gente se fala.
Na volta a gente nunca mais se falaria, antes de viajar ela me chamou e gente teve essa conversa:
"O problema não é você, sou eu." Bullshit, todas aquelas merdas que uma mulher metralha enquanto acaba contigo pensando já em outro.
Ela iria pra praia no Carnaval com o ex-namorado e com ele ficaria até não sei quando, porque nunca mais mantive contato, talvez estejam juntos até hoje. Me moendo por dentro, fui frio com ela em todas as vezes que ela vinha falar comigo, nem queria conversar, já bastava ver aquele cara pegando ela toda noite na saída da faculdade.
Eu já havia sofrido por mulheres que com o tempo percebi que eu amava muito mais do que essa, mas pela forma que tudo se deu sinto que ali mudei muito da minha personalidade e de como ajo e consigo confiar no ser humano.
Mas né, sigo conseguindo gostar de pessoas, decepção faz parte da vida.
Os amigos entraram numa de se casar, tava todo mundo namorando umas mina tri mais ou menos, já nem dava mais vontade de aparecer na família, parecia que por onde eu andava o pessoal cochichava: "O Bolas é cabaço, o Bolas nunca aparece com namorada, acho que o Bolas é gay", e por aí vai.
Num desses sábados de março de 2006, logo no começo das aulas, fomos fazer um trabalho de sociologia na casa de uma colega que eu odiava, peguei ela, pimbei ela e comecei a adorá-la, queria passar o dia inteiro adorando ela, mas tinha trabalho de dia, aula a noite, e no fim de semana, daí aguenta né champs, no começo foi muito legal, ela fez eu parar de andar igual um cara de 40, me arrumou pra parecer o de 20 que eu era. E eu tinha cabelo, aparentava mesmo, haha
Daí me apresentou pras amigas e pros amigos, turma essa que eu odiei inteira, e senti que todos me odiaram, ficar com ela começou a ficar ruim, porque eu tinha que estar presente nas coisas da família dela e ela nunca podia ir nos churrascos da minha família, pra eu finalmente tirar esse carma do couro?
Num desses dias antes do carnaval ela reclamou que eu estava andando igual a um piá, que eu precisava de uma postura mais adulta, hahaha, isso depois de fazer de tudo pra eu parecer mais novo...
Eu já tava apaixonado demais pra mandar ela tomar no cu assim, de qualquer jeito, sabia que sentiria a falta dela mesmo com todo o clima ruim que já tinha contra, pensei pela primeira vez em fazer uma habilitação e comprar um carro como todos os primos faziam na época, tudo pra ver se a mulher para de encher um pouco e se aquieta, mulé gosta de carro mesmo, haha.
Chegou a semana do carnaval, como combinado desde o verão, carnaval é em Torres né, a convidei, não quis ir junto, como esperado, tudo bem, faz a tua, eu faço a minha, na volta a gente se fala.
Na volta a gente nunca mais se falaria, antes de viajar ela me chamou e gente teve essa conversa:
"O problema não é você, sou eu." Bullshit, todas aquelas merdas que uma mulher metralha enquanto acaba contigo pensando já em outro.
Ela iria pra praia no Carnaval com o ex-namorado e com ele ficaria até não sei quando, porque nunca mais mantive contato, talvez estejam juntos até hoje. Me moendo por dentro, fui frio com ela em todas as vezes que ela vinha falar comigo, nem queria conversar, já bastava ver aquele cara pegando ela toda noite na saída da faculdade.
Eu já havia sofrido por mulheres que com o tempo percebi que eu amava muito mais do que essa, mas pela forma que tudo se deu sinto que ali mudei muito da minha personalidade e de como ajo e consigo confiar no ser humano.
Mas né, sigo conseguindo gostar de pessoas, decepção faz parte da vida.
Feliz 2006!
Então tudo beleza, lembrei aqui que 2005 foi um bom ano, mas na época eu queria mais, reclamei, ao fim daquele ano, de uma série de coisas que hoje em dia não teria reclamado, realizei tanta coisa boa em 2005 e no fim não dei valor, mas tudo bem, agora em 2006 era a hora de fazer o que não deu pra fazer em 2005.
Primeira coisa, pegar alguém no Reveillon, eu sempre ia em todos os Reveillons em Torres, mas na hora da festa ficava bebendo e dançando, nesse não, fui direto pra caça, dos 15 aos 45 só deu eu naquela noite, hahahaha, só as musas do Pânico na Tv.
Tinha que ser ligeiro né, assim que a festa acabasse não daria pra continuar na praia, tínhamos que voltar pra Cachoeirinha, o Son teria que trabalhar as 10hs do dia 1º, eu as 9 do dia 2, depois da inédita 'semana de férias'. E foi o que aconteceu, voltamos em duas motos as 6 da madruga, um frio do caceta, numa moto o Dudu e o Lucas, que dormia(não é muito normal você ver algum bêbado dormindo e viajando de moto), na outra moto o Son pilotando e eu tomando cerveja de canudinho por dentro do capacete.
Todos morrendo de fome as 7 e meia da manhã, fizemos uma vaquinha com o dinheiro que tinha sobrado da festa, juntamos 6 reais, então o Dudu foi comprar nosso café da manhã. 4 bolinhos de queijo minúsculos, hahahaha, é tão trágico que chega a ser engraçado.
Passado o episódio do bolinho, ainda tínhamos mais uma hora de viagem, de Titan, no frio, meia hora depois de sair do pedágio estoura o pneu da nossa moto, sinceramente, não lembro como resolveram a situação, só sei que as 9 horas do dia 2 de janeiro de 2006 eu me apresentei no trabalho.
E assim fazia minha programação, das 9 as 17 trabalho, das 17:30 as 19 buteco do surdo com o Gomes, num desses surdos com o Gomes recebi a notícia que faríamos nosso primeiro show.
Montamos um repertório de umas 15 músicas mal ensaiadas e fomos pro Arca fazer o show, estavam lá a irmã gostosa do Gomes, a empregada mais gostosa ainda do Gomes, a mãe do Gomes, o marido da mãe do Gomes, os irmãos do Gomes, mais umas 2 ou 3 pessoas, hahahah
Foi um show musicalmente fraco, mas serviu pra quebrar o gelo, e pra eu me declarar pra minha Édina, huaehauheauheauhe
Nos fins de semana quando não estava vendo o super Grêmio de Ramón, Maidana e Evaldo, passava tardes no msn, sabe como é, brinquedo novo, fascina demais, comecei a mexer num tal de orkut também, conhecer gente nova, whow whow whow
Não me lembro de ter ido muito pra praia no verão de 2006, provavelmente esse foi o motivo de o resto do ano ter sido tão deprimente, aquela nossa prainha lá, por mais morta que parece ser pra quem não é nativo, funciona como um carregador biônico de energias.
Primeira coisa, pegar alguém no Reveillon, eu sempre ia em todos os Reveillons em Torres, mas na hora da festa ficava bebendo e dançando, nesse não, fui direto pra caça, dos 15 aos 45 só deu eu naquela noite, hahahaha, só as musas do Pânico na Tv.
Tinha que ser ligeiro né, assim que a festa acabasse não daria pra continuar na praia, tínhamos que voltar pra Cachoeirinha, o Son teria que trabalhar as 10hs do dia 1º, eu as 9 do dia 2, depois da inédita 'semana de férias'. E foi o que aconteceu, voltamos em duas motos as 6 da madruga, um frio do caceta, numa moto o Dudu e o Lucas, que dormia(não é muito normal você ver algum bêbado dormindo e viajando de moto), na outra moto o Son pilotando e eu tomando cerveja de canudinho por dentro do capacete.
Todos morrendo de fome as 7 e meia da manhã, fizemos uma vaquinha com o dinheiro que tinha sobrado da festa, juntamos 6 reais, então o Dudu foi comprar nosso café da manhã. 4 bolinhos de queijo minúsculos, hahahaha, é tão trágico que chega a ser engraçado.
Passado o episódio do bolinho, ainda tínhamos mais uma hora de viagem, de Titan, no frio, meia hora depois de sair do pedágio estoura o pneu da nossa moto, sinceramente, não lembro como resolveram a situação, só sei que as 9 horas do dia 2 de janeiro de 2006 eu me apresentei no trabalho.
E assim fazia minha programação, das 9 as 17 trabalho, das 17:30 as 19 buteco do surdo com o Gomes, num desses surdos com o Gomes recebi a notícia que faríamos nosso primeiro show.
Montamos um repertório de umas 15 músicas mal ensaiadas e fomos pro Arca fazer o show, estavam lá a irmã gostosa do Gomes, a empregada mais gostosa ainda do Gomes, a mãe do Gomes, o marido da mãe do Gomes, os irmãos do Gomes, mais umas 2 ou 3 pessoas, hahahahFoi um show musicalmente fraco, mas serviu pra quebrar o gelo, e pra eu me declarar pra minha Édina, huaehauheauheauhe
Nos fins de semana quando não estava vendo o super Grêmio de Ramón, Maidana e Evaldo, passava tardes no msn, sabe como é, brinquedo novo, fascina demais, comecei a mexer num tal de orkut também, conhecer gente nova, whow whow whow
Não me lembro de ter ido muito pra praia no verão de 2006, provavelmente esse foi o motivo de o resto do ano ter sido tão deprimente, aquela nossa prainha lá, por mais morta que parece ser pra quem não é nativo, funciona como um carregador biônico de energias.
"Vamo ligá pra esse Gomes então!"
Começo de dezembro de 2005, já estou de férias na faculdade, ainda tenho mais de um ano de contrato de estágio, GTA perdeu a graça, as gurias não dão mais tanta bola, e o Dudu finalmente tirou aquelas 15 musicas do RHCP no baixo.
Eu estava muito próximo de realizar mais um grande sonho, ser guitarrista de uma banda cover de Red Hot e fazer os backings aviadados do Frusciante. Já tínhamos baixista, e vários bateristas interessados, Wagner era o primeiro da lista, ligamos pra ele que topou, meio com dúvidas, mas topou, faltava um vocalista.
O Dudu pediu que o primo dele, Lucas, ajudasse na busca de um vocal que encaixasse no perfil que a banda queria pra cover de RHCP, a ajuda foi bem dada, chegou a nossa mão uma lista com 5 nomes, todos na mesma faixa etária, nenhum dos nomes tinha nada que chamasse a atenção, nenhuma grande característica, fizemos um random, daqui a pouco o Dudu fala: "vamo ligá pra esse Gomes então!".
Ligamos e o rapazote era prestativo, marcamos um encontro pro fim daquela semana, fomos até a casa do Gomes num dia de chuva, o recebemos no carro do irmão do Eduardo, e começou a entrevista de emprego.
-Conhece alguma música do Red Hot aê?
-Sim, Californication, By The Way, sei lá.
Puxamos um Califa no violão, ficou estranho, mas sabe como é, dia chuvoso e talz, vai que a voz do cara não estivesse boa naquele dia... Passou mais uma semana e descobrimos que ele tinha uma irmã gostosa, ali o Gomes já não precisava cantar mais nada.
Confesso que eu nunca pensei na Ambulatorio voltando a fazer show, era mais uma diversão que eu queria mesmo, entrar num estúdio e tocar as músicas da minha banda preferida, sem obrigação de repetí-las em eventuais erros, ou tentar fazer o melhor e gastar em mais equipamento, pra fazer show pros outros. Nunca passou pela minha cabeça, nem pela cabeça de ninguém da banda, por isso já tínhamos mais de um baterista, no dia que o Gordo não podia, o Erisson era chamado, daí ficava, quando não podia, voltávamos com o Gordo. E assim ia.
Fizemos uns dois ensaios meia boca até chegar o Natal, então eu fui pra praia curtir minha semana de férias, na época estagiários nem a isso tinham direito, a sorte é que eu era um funcionário acima da média, haha
Na foto ao lado percebe-se todo o feeling Frusciântico de Bolas Lipert, saudades dessa peruca!
Eu estava muito próximo de realizar mais um grande sonho, ser guitarrista de uma banda cover de Red Hot e fazer os backings aviadados do Frusciante. Já tínhamos baixista, e vários bateristas interessados, Wagner era o primeiro da lista, ligamos pra ele que topou, meio com dúvidas, mas topou, faltava um vocalista.
O Dudu pediu que o primo dele, Lucas, ajudasse na busca de um vocal que encaixasse no perfil que a banda queria pra cover de RHCP, a ajuda foi bem dada, chegou a nossa mão uma lista com 5 nomes, todos na mesma faixa etária, nenhum dos nomes tinha nada que chamasse a atenção, nenhuma grande característica, fizemos um random, daqui a pouco o Dudu fala: "vamo ligá pra esse Gomes então!".
Ligamos e o rapazote era prestativo, marcamos um encontro pro fim daquela semana, fomos até a casa do Gomes num dia de chuva, o recebemos no carro do irmão do Eduardo, e começou a entrevista de emprego.
-Conhece alguma música do Red Hot aê?
-Sim, Californication, By The Way, sei lá.
Puxamos um Califa no violão, ficou estranho, mas sabe como é, dia chuvoso e talz, vai que a voz do cara não estivesse boa naquele dia... Passou mais uma semana e descobrimos que ele tinha uma irmã gostosa, ali o Gomes já não precisava cantar mais nada.
Confesso que eu nunca pensei na Ambulatorio voltando a fazer show, era mais uma diversão que eu queria mesmo, entrar num estúdio e tocar as músicas da minha banda preferida, sem obrigação de repetí-las em eventuais erros, ou tentar fazer o melhor e gastar em mais equipamento, pra fazer show pros outros. Nunca passou pela minha cabeça, nem pela cabeça de ninguém da banda, por isso já tínhamos mais de um baterista, no dia que o Gordo não podia, o Erisson era chamado, daí ficava, quando não podia, voltávamos com o Gordo. E assim ia.
Fizemos uns dois ensaios meia boca até chegar o Natal, então eu fui pra praia curtir minha semana de férias, na época estagiários nem a isso tinham direito, a sorte é que eu era um funcionário acima da média, hahaNa foto ao lado percebe-se todo o feeling Frusciântico de Bolas Lipert, saudades dessa peruca!
A Batalha dos Aflitos

Então acordo naquela manhã do dia 26 de novembro, o Rio Grande do Sul inteiro respira o jogo, todo domingo aqui no RS você já acorda sentindo o cheiro de churrasco(isso pra mim que sempre acordo meio-dia, haha). Aquele dia não, aquele dia o cheiro era de decisão total, mais de cem anos de história colocados a prova, aos que não sabem, semanas antes o Grêmio por pouco não decretou falência.
Os colorados, por terem perdido o título da Série A em roubalheira escancarada, estavam todos revoltados querendo que o Grêmio falisse.
Fui pra casa do meu primo ver o jogo, ver com a mesma galera que me acompanhou naquele ano inteiro no estádio.
O Grêmio só não subiria pra série A se perdesse o jogo, podia até empatar, mas não foi tão fácil assim quanto parecia que seria. Quando o jogo começa parece filme de terror, nada dá certo, já no primeiro tempo tem um pênalti pro Nautico, por sorte o Bruno Carvalho lá chutou na trave. Termina o primeiro tempo, começa o segundo, o Grêmio mais perdido ainda, Ânderson no banco, coisas de Mano Menezes. Na metade do segundo tempo o Grêmio fica com um a menos, daí só dá Náutico, pressão total até que o juiz anota mais um pênalti.
Aí já sabe né, peitaço do Patrício, expulsam um, dois, três, confusão de 20 minutos.
Nessa hora eu peguei minha bicicleta pra voltari pra casa, não existia mais esperança alguma da minha parte, olhei pra cara do Tio, vi lagrimas nos olhos dele, meu primo xingando todo mundo, indignação total.
Vim correndo, ainda não tinha acabado a confusão, tirei a camisa, fiquei só com uma bermuda véia, bem a vontade. Deitei na cama do quarto da véia, fiquei olhando ainda os caras cavando buraco na marca do pênalti.
Então tá, confusão terminada, Grêmio só com 4 a menos, Adhemar preparado pra cobrança. Enquanto ele corria pra bater o pênalti era como se toda aquela minha história lá desde 1992 estivesse passando, como um filme, se aquela bola entrasse, era quase certo que meu time não aguentaria mais um ano na série B, eu seria um sem-time, faria como os nordestinos que torcem pro Flamengo ou pro Corinthians, que inferno.
Mas então, como naquelas situações de milagre total, Adhemar chuta entre o meio e o canto direito, a bola bate no joelho do goleiro Galatto e sai pra fora. Galaaaaaaaaaaaaaaaaaattooooo, Gaaaaaaaaaaaaaaaalaaaaaaaaaaaaaattoooooooooooooooooooooooooo, abri a janela, era neguinho correndo pra tudo que é lado, atirando pra cima o que tinha em mãos, camisetas, cigarros, copos, lembro de ouvir das ruas o barulho idêntico ao de um estádio lotado, eu já tinha visto o Grêmio ganhar de tudo, depois disso vi o Inter ganhar de tudo também, mas um barulho daqueles vindo das ruas eu não ouvi nunca mais.
"Mas calma aê, ainda temos mais uns 5 minutos de jogo, ainda temos um escanteio contra." Era o que eu pensava, o Galatto podia ter defendido o pênalti, mas ainda eram 7 contra 11.
O escanteio é cobrado e Pereira afasta a bola, ela passa por mais um ou dois jogadores e chega em Ânderson, a revelação do ano que só entrou no final do jogo, Ânderson vem com a pelota pra um dos lados do campo e dribla o tão respeitado Batata, campeão "Mundial" pelo Corinthians anos antes. Batata entra em Ânderson e é expulso.
Nessa hora, sentindo que a situação tava começando a se ajeitar, comecei a tremer, suor jorrava, devo ter perdido meio quilo durante o final desse jogo. Lá em Recife, Batata sai do campo, Ânderson sai jogando rapidamente, entra na área, dribla um, dois, e chuta na saída do goleiro.
Ouvi pela segunda e última vez na minha vida, aquele barulho de estádio cheio vindo das ruas. Gente correndo, carros buzinando, foguetório no céu. Mas eu não conseguia rir, pelo contrário, eu estava em estado de choque.
Me lembro de me ajoelhar em frente a tv após a expulsão do Batata, quando saiu o gol eu deitei, e como aqueles árabes, ajoelhado com a testa no chão, chorei, chorei como uma criança faminta e pelada no inverno gaucho choraria, minhas lágrimas de felicidade naquela hora, não tenho dúvidas, matariam a sede de muito etíope.
Tocou o telefone, era o tio chorando, o primo chorando, todo mundo chorando. Meu tio já tinha visto o Grêmio ser campeão do mundo, e falava que momento como aquele ali ele nunca imaginou passar. Eu, que vivi a época do Grêmio multi-campeão do Felipão, realmente, não me lembro de ter vibrado tanto por um título nem de Libertadores, quanto como naquela Batalha dos Aflitos. Os colorados mais fanáticos certamente desdenham tal-feito, que título de segunda divisão não vale nada, mas nas circunstâncias que aconteceram essas coisas, tenho certeza que todos, em seus fundos, respeitam muito este fato.
Pra essa situação você pode pensar em 10, 100, 1000 palavras, mas essa, inacreditável, realmente é a que mais faz sentido.
Inacreditável!
sábado, 22 de agosto de 2009
Agora sim
Compramos o computador do Gordo.
(Pra quem se perdeu, ainda estamos em setembro de 2005)
Então àquela altura eu já preenchia todos os quesitos de um jovem de classe média, desde aquela infância pobre sempre sonhei ser um jovem de classe média, o fato de andar bem vestido, ter um celular com câmera, um computador e estar na faculdade me faziam sentir numa vida quase perfeita.
Nem tínhamos internet em casa, mas eu nem queria mesmo, eu tinha um jogo que era lançamento, GTA San Andreas, naquela época quem tinha isso no PC era fodão, eu era master fodãozão!
Muito inventei naquela primavera doenças no trabalho pra ficar em casa jogando, qualquer folguinha na facul tava eu certo em casa, ouvindo Red Hot e jogando GTA. Era a melhor coisa do mundo, os amigos saindo pra pegar mulher, e eu rindo deles, pensando: "troxas, só tão saindo porque não tem um PC com GTA em casa" hahahahahahah
Só 3 coisas me tiravam de casa naquela época, na verdade 4, bom, na verdade mesmo 5, mas vamos falar só das 3 primeiras. Trabalho, faculdade e Grêmio.
Entre a segunda fase e a fase final fui em mais 3 jogos com os primos: Grêmio 2 x 0 Santa Cruz na segunda fase, e Grêmio 1 x 0 Nautico e Grêmio 2 x 2 Portuguesa na fase final, grandes momentos da minha vida, momentos intensos, a raiva da faculdade e de associados murrinhas do trabalho era jogada fora em forma de xingamentos aos jogadores adversários, sempre com muita cerveja, que se vendia normalmente nos estádios.
Chegamos ao final de novembro, o Grêmio estava com um pé e meio na primeira divisão, eu estava bem na faculdade, no trabalho melhor ainda, no tempo livre tinha GTA a disposição, o que mais eu queria?
Uma banda que tocasse Red Hot, haha, mas não será esse o próximo capítulo não.
Momento merchan: no próximo episódio, A Batalha dos Aflitos na ótica de Bolas Lipert, simply the best!
(Pra quem se perdeu, ainda estamos em setembro de 2005)
Então àquela altura eu já preenchia todos os quesitos de um jovem de classe média, desde aquela infância pobre sempre sonhei ser um jovem de classe média, o fato de andar bem vestido, ter um celular com câmera, um computador e estar na faculdade me faziam sentir numa vida quase perfeita.
Nem tínhamos internet em casa, mas eu nem queria mesmo, eu tinha um jogo que era lançamento, GTA San Andreas, naquela época quem tinha isso no PC era fodão, eu era master fodãozão!
Muito inventei naquela primavera doenças no trabalho pra ficar em casa jogando, qualquer folguinha na facul tava eu certo em casa, ouvindo Red Hot e jogando GTA. Era a melhor coisa do mundo, os amigos saindo pra pegar mulher, e eu rindo deles, pensando: "troxas, só tão saindo porque não tem um PC com GTA em casa" hahahahahahah
Só 3 coisas me tiravam de casa naquela época, na verdade 4, bom, na verdade mesmo 5, mas vamos falar só das 3 primeiras. Trabalho, faculdade e Grêmio.
Entre a segunda fase e a fase final fui em mais 3 jogos com os primos: Grêmio 2 x 0 Santa Cruz na segunda fase, e Grêmio 1 x 0 Nautico e Grêmio 2 x 2 Portuguesa na fase final, grandes momentos da minha vida, momentos intensos, a raiva da faculdade e de associados murrinhas do trabalho era jogada fora em forma de xingamentos aos jogadores adversários, sempre com muita cerveja, que se vendia normalmente nos estádios.
Chegamos ao final de novembro, o Grêmio estava com um pé e meio na primeira divisão, eu estava bem na faculdade, no trabalho melhor ainda, no tempo livre tinha GTA a disposição, o que mais eu queria?
Uma banda que tocasse Red Hot, haha, mas não será esse o próximo capítulo não.
Momento merchan: no próximo episódio, A Batalha dos Aflitos na ótica de Bolas Lipert, simply the best!
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
As coisas precisam melhorar
A faculdade tava uma bosta, eu quase não via meus amigos, nossa casa de madeira caía aos pedaços, eu tava começando a precisar de um celular, o Grêmio levava 4x0 da Anapolina, eu não tinha computador pros trabalhos da faculdade, muito menos dinheiro pra isso.
Por sinal, até hoje não sei no que eu gastava meu dinheiro.
Enfim, mudou o curso, fui pra Administração, mas continuou um inferno, decidi sair no intervalo de uma das aulas de faculdade, e ir fumar um baseadinho com um colega pra tirar a cabeça dos problemas, também faziam milênios que eu não fumava unzinho, fui dar essa "espairecida" fumando unzão.
Beleza, fumamos e eu fiquei chapadão, mas chapado daquele jeito que tu ficas raramente na vida, que tu chega a ver coisa, hahaha, acabei vindo a pé pra casa, o ônibus era muito claro, todo mundo veria que eu estava a beira de uma overdose, vim tranquilo no caminho, tropeçando entre as próprias pernas, mas tranquilo, se alguém gritasse "É UM ASSALTO!" eu tenho certeza que eu falaria "salto, salto, salto!", despreocupado cheguei em casa.
Quando cheguei em casa minha casa já não era mais casa. Aquela casa de madeira tinha sido desmanchada, estávamos em reformas a partir de então. E eu chapadão, sem entender o que acontecia, pensando comigo, 'porquê logo hoje?'...
Eu, que já estava com saudade do meu primo Erisson(que tinha entrado no Exército, e assim sumido do mapa) fiquei surpreso quando o mesmo me convidou pra ir num jogo do Grêmio, fomos ver Grêmio 4 x 0 São Raimundo, no dia 29/07, e prometemos que dali em diante estaríamos sempre que possível no Olímpico, incrível ver aquela torcida nova de perto, que ia correndo pro muro quando saía gol, ainda era novidade.
Como eu precisava de um celular, e agora gostaria de tirar fotos no estádio, optei por comprar um lançamento na época, um celular com câmera, as pessoas falavam de mim umas pras outras, dizendo: "o Bolas tem um celular com câmera".
Pra onde íamos a minha trova com as mulheres era essa, tirar o celular pra fora já era um bom assunto, hahah, se bem que eu nem tava preocupado com mulher nessa época, acho que tinham acabados aqueles hormônios da adolescência, tudo que eu queria era sossego, melhorar na faculdade, e domingo ver o Grêmio no Monumental.
Fomos aos dois próximos jogos no Olímpico, Grêmio 2 x 0 Santa Cruz e Grêmio 0 x 0 Vila Nova-GO. Deu sorte, na reta final da primeira fase -graças ao nosso apoio, deixemos isso bem claro- o Grêmio se classificou. Agora seria a época de jogos com estádio lotado, cheiro de asa e confusão.
Na faculdade, o de sempre, eu odiando o curso, mas sempre com ótimas notas, só precisava de um computador.
No trabalho, melhor ainda, na salinha do almoxarifado rolavam coisas que até Deus duvida. Por isso que eu digo, mulher minha vai ficar cuidando de casa, sair pra trabalhar nunca. haha =P
As coisas definitivamente melhoraram.
Por sinal, até hoje não sei no que eu gastava meu dinheiro.
Enfim, mudou o curso, fui pra Administração, mas continuou um inferno, decidi sair no intervalo de uma das aulas de faculdade, e ir fumar um baseadinho com um colega pra tirar a cabeça dos problemas, também faziam milênios que eu não fumava unzinho, fui dar essa "espairecida" fumando unzão.
Beleza, fumamos e eu fiquei chapadão, mas chapado daquele jeito que tu ficas raramente na vida, que tu chega a ver coisa, hahaha, acabei vindo a pé pra casa, o ônibus era muito claro, todo mundo veria que eu estava a beira de uma overdose, vim tranquilo no caminho, tropeçando entre as próprias pernas, mas tranquilo, se alguém gritasse "É UM ASSALTO!" eu tenho certeza que eu falaria "salto, salto, salto!", despreocupado cheguei em casa.
Quando cheguei em casa minha casa já não era mais casa. Aquela casa de madeira tinha sido desmanchada, estávamos em reformas a partir de então. E eu chapadão, sem entender o que acontecia, pensando comigo, 'porquê logo hoje?'...
Eu, que já estava com saudade do meu primo Erisson(que tinha entrado no Exército, e assim sumido do mapa) fiquei surpreso quando o mesmo me convidou pra ir num jogo do Grêmio, fomos ver Grêmio 4 x 0 São Raimundo, no dia 29/07, e prometemos que dali em diante estaríamos sempre que possível no Olímpico, incrível ver aquela torcida nova de perto, que ia correndo pro muro quando saía gol, ainda era novidade.
Como eu precisava de um celular, e agora gostaria de tirar fotos no estádio, optei por comprar um lançamento na época, um celular com câmera, as pessoas falavam de mim umas pras outras, dizendo: "o Bolas tem um celular com câmera".
Pra onde íamos a minha trova com as mulheres era essa, tirar o celular pra fora já era um bom assunto, hahah, se bem que eu nem tava preocupado com mulher nessa época, acho que tinham acabados aqueles hormônios da adolescência, tudo que eu queria era sossego, melhorar na faculdade, e domingo ver o Grêmio no Monumental.
Fomos aos dois próximos jogos no Olímpico, Grêmio 2 x 0 Santa Cruz e Grêmio 0 x 0 Vila Nova-GO. Deu sorte, na reta final da primeira fase -graças ao nosso apoio, deixemos isso bem claro- o Grêmio se classificou. Agora seria a época de jogos com estádio lotado, cheiro de asa e confusão.Na faculdade, o de sempre, eu odiando o curso, mas sempre com ótimas notas, só precisava de um computador.
No trabalho, melhor ainda, na salinha do almoxarifado rolavam coisas que até Deus duvida. Por isso que eu digo, mulher minha vai ficar cuidando de casa, sair pra trabalhar nunca. haha =P
As coisas definitivamente melhoraram.
Faculdade, adeus amigos da infância
No começo de março, coincidindo com meu primeiro salário, tive minha primeira aula na faculdade.
Não prestei atenção em nada, ficava fazendo contas de o que poderia fazer com os 630 que eu tinha no banco, afinal não precisava prestar atenção na aula, no final eu sempre conseguiria tudo com algum colega, hahaha, na escola era assim, e eu pensava que na faculdade seria igual.
Na primeira aula de contabilidade decidi o que fazer com meu dinheiro, seriam 160 reais no Red Nose que eu tinha visto, mais 100 em calças jeans e o resto em camisas e cervejas, foi o que eu fiz, como parecia que tinha que andar todo mundo com a mesma camisa na faculdade, passei só a usar essas camisas de tiozinho, com botões, nada de camiseta da Volcom, que era tudo na época pra um guri de 19 anos.
Nessas de ratiação eu ainda consegui me recuperar, mas recomendo a quem esteja começando uma faculdade se dedique, não faça como eu, escola é uma coisa, faculdade é outra.
Uma coisa que me surpreendeu, é que eu entrei pra faculdade de Contabilidade pra passar o tempo todo fazendo contas, estudando descobri que pra um contador o mínimo é contas, o mais importante é você saber como passar a perna no Leão, quanto melhor você for pra fazer alguma mutreta, melhor você será um contador, e eu não curti muito essa coisa.
Sobre os amigos de sempre? Bah, não conseguia mais vê-los, era trabalho demanhã e a tarde, e a noite facul. Quando dava uma folga eu já nem sabia como aparecer nos amigos, quando resolvia ir até a casa de algum deles eles nunca estavam, já nem visitava ninguém, mas ficava em casa rezando pra que alguém chamasse pra alguma coisa.
O único tempo que tive pra passar com a família foi na Páscoa de 2005. Então, depois de um churrasco, com toda a família reunida, eu decidi pegar a bicicletinha do meu primo e sair andando em altissima velocidade com ela(meus amigos estavam comprando motocicletas, eu precisava de uma emoção dessas também), numa das retas eu devo ter botado uns 30 por hora com aquela bicicleta, na hora da curva, bom, era certo que a bicicleta sem freio não daria conta, ainda fui tentar, caí com tudo no chão, piquei com a cabeça no paralelepípedo, saí arrastando costas, lombo e joelhos por 5 metros, escutei risadas, tentei me mexer pra mostrar que tava tudo bem, mas não consegui, hahaha, então todo mundo veio preocupado, do nada veio a força e eu levantei, então bateram essa foto aí em cima, um dos acidentes mais terríveis da minha vida.
Raramente um ou outro amigo chamava pra alguma coisa, quando não tinha trabalho da faculdade nem livro pra ler restava era ir com o Dudu pra casa do Gordo em Canoas fazer o de sempre, beber, fumar e rir das egocentrices do Gordo.
Ao fim daquele semestre decidi que trocaria o curso, faria Administração, já que não sabia o que queria fazer, hahaha
Não prestei atenção em nada, ficava fazendo contas de o que poderia fazer com os 630 que eu tinha no banco, afinal não precisava prestar atenção na aula, no final eu sempre conseguiria tudo com algum colega, hahaha, na escola era assim, e eu pensava que na faculdade seria igual.
Na primeira aula de contabilidade decidi o que fazer com meu dinheiro, seriam 160 reais no Red Nose que eu tinha visto, mais 100 em calças jeans e o resto em camisas e cervejas, foi o que eu fiz, como parecia que tinha que andar todo mundo com a mesma camisa na faculdade, passei só a usar essas camisas de tiozinho, com botões, nada de camiseta da Volcom, que era tudo na época pra um guri de 19 anos.
Nessas de ratiação eu ainda consegui me recuperar, mas recomendo a quem esteja começando uma faculdade se dedique, não faça como eu, escola é uma coisa, faculdade é outra.
Uma coisa que me surpreendeu, é que eu entrei pra faculdade de Contabilidade pra passar o tempo todo fazendo contas, estudando descobri que pra um contador o mínimo é contas, o mais importante é você saber como passar a perna no Leão, quanto melhor você for pra fazer alguma mutreta, melhor você será um contador, e eu não curti muito essa coisa.
Sobre os amigos de sempre? Bah, não conseguia mais vê-los, era trabalho demanhã e a tarde, e a noite facul. Quando dava uma folga eu já nem sabia como aparecer nos amigos, quando resolvia ir até a casa de algum deles eles nunca estavam, já nem visitava ninguém, mas ficava em casa rezando pra que alguém chamasse pra alguma coisa.O único tempo que tive pra passar com a família foi na Páscoa de 2005. Então, depois de um churrasco, com toda a família reunida, eu decidi pegar a bicicletinha do meu primo e sair andando em altissima velocidade com ela(meus amigos estavam comprando motocicletas, eu precisava de uma emoção dessas também), numa das retas eu devo ter botado uns 30 por hora com aquela bicicleta, na hora da curva, bom, era certo que a bicicleta sem freio não daria conta, ainda fui tentar, caí com tudo no chão, piquei com a cabeça no paralelepípedo, saí arrastando costas, lombo e joelhos por 5 metros, escutei risadas, tentei me mexer pra mostrar que tava tudo bem, mas não consegui, hahaha, então todo mundo veio preocupado, do nada veio a força e eu levantei, então bateram essa foto aí em cima, um dos acidentes mais terríveis da minha vida.
Raramente um ou outro amigo chamava pra alguma coisa, quando não tinha trabalho da faculdade nem livro pra ler restava era ir com o Dudu pra casa do Gordo em Canoas fazer o de sempre, beber, fumar e rir das egocentrices do Gordo.
Ao fim daquele semestre decidi que trocaria o curso, faria Administração, já que não sabia o que queria fazer, hahaha
Primeiro emprego
Chegou a sexta-feira daquela semana, uhhuuuul, malas prontas pra ir pra praia sentir a alegria de ser o universitário da família, empolgação total, mas naquela tarde o telefone tocou enquanto eu lavava a ultima louça antes da viagem, era o pessoal do IPAG(Instituto de Previdência e Assistência dos Servidores Municipais de Gravataí) querendo marcar uma entrevista de emprego, que pegaram meu nome no CIEE, e tinham um bom estágio pra mim, perguntaram se eu podia estar lá em duas horas, garanti que em uma estaria lá.
Na entrevista disputei a vaga com mais dois piás, eu ainda sabia bem pouquinho sobre computadores, não tinha um em casa, ainda bem que os outros sabiam menos ainda e foram reprovados no teste de informática.
O emprego era meu, eu teria um salário de 630 reais pra "trabalhar" 40 horas por semana, convenhamos, naquele tempo, e pra quem nunca teve mais que 20 pila num bolso, isso era demais.
Como eu sabia que se fosse pra praia trocaria o fuso-horário e perderia a hora na segunda seguinte, desmanchei as malas e fiquei em Cachoeirinha, não me arrependi, fiz uma festinha bem interessante mas não creio que seja uma boa entrar em detalhes aqui.
Segunda feira, 31/01, meu primeiro dia de trabalho, muito legal ser apresentado aos novos colegas, haviam acontecido muitas mudanças naquele setor, e eu era a principal delas, comigo o trabalho de 3 dias foi executado logo no primeiro.
Ainda não tinha recebido o primeiro salário, e a mãe não tinha muito dinheiro pra me dar, antes dela ir pra praia e me deixar com pouca comida na dispensa, ela acabou me dando 20 pila pra me manter nas primeiras duas semanas de emprego, fiz as contas e não titubeei, comprei 1 garrafa de 51 e meio kilo de limão, e o resto de miojo. Todo dia eu almoçava a mesma coisa, miojo.
Como a chefe do meu setor vivia falando mal do PT eu decidi fazer um agrado pra ela, troquei o ícone da lixeira por uma estrelinha do partido. Depois de uns dois dias me chamaram, era o diretor presidente, ex-vereador de Gravataí pelo partido, perguntando porque eu teria feito aquilo. Disse a ele que jamais faria nada daquele tipo, que não me envolvia com política, e que minha tia era vereadora de Cachoeirinha pelo partido, logo eu não teria porque fazer tamanha palhaçada. Ao enrolá-lo com essa, ganhei um grande fã, o Diretor-Presidente do instituto em que eu trabalhava, hahahaha
Isso tudo na primeira semana, quando chegou aquele fim de semana fui correndo pra praia, não sei do que eu mais precisava, se eram de amigos que não fossem colegas, bebidas que não fossem caipirinha, ou comidas que não fossem miojo.
Na segunda seguinte lá estava eu, muito extrovertido(eu estava no auge da minha extroversão) na segunda semana eu já era amigo de todo mundo, adorado pelo pessoal do PT, do PTB, do PC do B, do PSB, acabei virando o piadista e imitador do trampo. Chegaram tempos que eu era mais feliz no trabalho do que fora dele.
Ia pra praia e via os primos todos arrumadões, curtindo afu as festas, com os carros de seus pais, já estava me sentindo um estrangeiro na turma, já não tinha mais quase ninguém pra conversar, voltava pra cá e virava o superstar no trabalho, decidi que não mais iria pra praia naquele verão.
Fiquei em Cachoeirinha em todo o resto daquele verão, aos fins de semana ia com o Dudu pra casa do Gordo, gravar cds do Red Hot pra escutar em casa.
Na entrevista disputei a vaga com mais dois piás, eu ainda sabia bem pouquinho sobre computadores, não tinha um em casa, ainda bem que os outros sabiam menos ainda e foram reprovados no teste de informática.
O emprego era meu, eu teria um salário de 630 reais pra "trabalhar" 40 horas por semana, convenhamos, naquele tempo, e pra quem nunca teve mais que 20 pila num bolso, isso era demais.
Como eu sabia que se fosse pra praia trocaria o fuso-horário e perderia a hora na segunda seguinte, desmanchei as malas e fiquei em Cachoeirinha, não me arrependi, fiz uma festinha bem interessante mas não creio que seja uma boa entrar em detalhes aqui.
Segunda feira, 31/01, meu primeiro dia de trabalho, muito legal ser apresentado aos novos colegas, haviam acontecido muitas mudanças naquele setor, e eu era a principal delas, comigo o trabalho de 3 dias foi executado logo no primeiro.
Ainda não tinha recebido o primeiro salário, e a mãe não tinha muito dinheiro pra me dar, antes dela ir pra praia e me deixar com pouca comida na dispensa, ela acabou me dando 20 pila pra me manter nas primeiras duas semanas de emprego, fiz as contas e não titubeei, comprei 1 garrafa de 51 e meio kilo de limão, e o resto de miojo. Todo dia eu almoçava a mesma coisa, miojo.
Como a chefe do meu setor vivia falando mal do PT eu decidi fazer um agrado pra ela, troquei o ícone da lixeira por uma estrelinha do partido. Depois de uns dois dias me chamaram, era o diretor presidente, ex-vereador de Gravataí pelo partido, perguntando porque eu teria feito aquilo. Disse a ele que jamais faria nada daquele tipo, que não me envolvia com política, e que minha tia era vereadora de Cachoeirinha pelo partido, logo eu não teria porque fazer tamanha palhaçada. Ao enrolá-lo com essa, ganhei um grande fã, o Diretor-Presidente do instituto em que eu trabalhava, hahahahaIsso tudo na primeira semana, quando chegou aquele fim de semana fui correndo pra praia, não sei do que eu mais precisava, se eram de amigos que não fossem colegas, bebidas que não fossem caipirinha, ou comidas que não fossem miojo.
Na segunda seguinte lá estava eu, muito extrovertido(eu estava no auge da minha extroversão) na segunda semana eu já era amigo de todo mundo, adorado pelo pessoal do PT, do PTB, do PC do B, do PSB, acabei virando o piadista e imitador do trampo. Chegaram tempos que eu era mais feliz no trabalho do que fora dele.
Ia pra praia e via os primos todos arrumadões, curtindo afu as festas, com os carros de seus pais, já estava me sentindo um estrangeiro na turma, já não tinha mais quase ninguém pra conversar, voltava pra cá e virava o superstar no trabalho, decidi que não mais iria pra praia naquele verão.
Fiquei em Cachoeirinha em todo o resto daquele verão, aos fins de semana ia com o Dudu pra casa do Gordo, gravar cds do Red Hot pra escutar em casa.
Vestibular
Então na praia eu passei aquele fim de 2004 e começo de 2005, nem um pouco preocupado com a prova do vestibular, não sabia nem pra que que eu faria o vestibular, que era de Ciências Contábeis, só queria saber de ficar tomando trago com os amigos, eu ainda era um desempregado e não tinha nem roupa pra sair com eles as noites, ainda bem que ninguém tinha dinheiro mesmo, daí ninguém saía, lembro que ficamos várias noites na graminha em frente a casa de praia do Toninho tocando violão e tomando ceva ou chimarrão.
A praia estava bem morta, muita gente daquela gurizada tinha começado a trabalhar e não conseguiu férias. A principal emoção do dia todas as manhãs era ler o Diário Gaúcho que o Alemão comprava e ver os nomes dos jogadores que o Grêmio contratava pra disputar a Série B, e era cada nome, hahaha...
Estava sendo um janeiro bem de velho, então voltamos pra Cachoeirinha já no dia 16, a prova do vestibular seria dia 22, e era bom dar uma estudadinha antes. Fiquei a semana toda jogando Gran Turismo na casa do Son, só estudei mesmo na sexta feira a noite, véspera da prova.
Então, eu sempre soube que passaria fácil, e passei. Tá certo que como era o primeiro vestibular da primeira faculdade de Cachoeirinha passar não era um grande feito, mas eu, sem estudar nada, passei e ainda fiquei entre os 30 primeiros, hahahaha, valeu, depois da prova fomos pra casa do nosso primo Tiago e do amigo Wagner em Canoas bebemorar, tomamos caipira pra caramba e jogamos pirâmide, fiquei com a Talita nesse dia, depois o Son chegou e ficou também, prometi pela primeira vez que não ficaria mais com ela e minha vida melhorou bastante com as mulheres a partir dali.
Na segunda feira posterior a isso só me faltava escrever na testa "Passei no vestibular, sou independente!", fui até a faculdade efetuar a inscrição e assinar o contrato, na saída, me inscrevi no CIEE, agora era só esperar começarem as aulas pra aloprar demais, hahaha, era o que eu pensava, depois eu veria que faculdade não é nada disso, mas isso fica pra depois.
A praia estava bem morta, muita gente daquela gurizada tinha começado a trabalhar e não conseguiu férias. A principal emoção do dia todas as manhãs era ler o Diário Gaúcho que o Alemão comprava e ver os nomes dos jogadores que o Grêmio contratava pra disputar a Série B, e era cada nome, hahaha...
Estava sendo um janeiro bem de velho, então voltamos pra Cachoeirinha já no dia 16, a prova do vestibular seria dia 22, e era bom dar uma estudadinha antes. Fiquei a semana toda jogando Gran Turismo na casa do Son, só estudei mesmo na sexta feira a noite, véspera da prova.
Então, eu sempre soube que passaria fácil, e passei. Tá certo que como era o primeiro vestibular da primeira faculdade de Cachoeirinha passar não era um grande feito, mas eu, sem estudar nada, passei e ainda fiquei entre os 30 primeiros, hahahaha, valeu, depois da prova fomos pra casa do nosso primo Tiago e do amigo Wagner em Canoas bebemorar, tomamos caipira pra caramba e jogamos pirâmide, fiquei com a Talita nesse dia, depois o Son chegou e ficou também, prometi pela primeira vez que não ficaria mais com ela e minha vida melhorou bastante com as mulheres a partir dali.
Na segunda feira posterior a isso só me faltava escrever na testa "Passei no vestibular, sou independente!", fui até a faculdade efetuar a inscrição e assinar o contrato, na saída, me inscrevi no CIEE, agora era só esperar começarem as aulas pra aloprar demais, hahaha, era o que eu pensava, depois eu veria que faculdade não é nada disso, mas isso fica pra depois.
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
2004
É incrível a capacidade do ser humano de se achar gostosão quando corta o cabelo né?
hahahahah, na foto ao lado o Van Damme ali sou eu.
O quê tinha pra fazer em 2004? Me lembrando só vem a cabeça duas coisas, primeira, tentar tocar a banda, sem sucesso, pra frente, e a segunda, voltar a acompanhar futebol e ver meu time caindo pra segunda divisão.
Como ver o time caindo pra segunda não é tão legal, demos ênfase a banda.
Conforme a foto acima, gravamos um cd demo com qualidade profissional, 2004 foi o ultimo ano antes de surgir o emocore, as músicas estão disponibilizadas na pagina da banda, Ambulatorio, sem acento, no last.fm.
Depois disso a Ambulatorio encerrou suas atividades, eu e o Dudu combinamos que só voltaríamos com a banda se fosse pra fazer cover de RHCP, Wagner não concordava e a banda se desmanchou.
E o ano acabou e eu não consegui um emprego, me inscrevi pro vestibular e me toquei pra praia e esperei pra ver no que daria.
2003, o último ano do "vivendo intensamente".
No verão de 2003 eu acabei de esquecer a Ana, mas acabei voltando a gostar de alguém que não precisava, afinal a Talita já era namorada "oficial" do meu primo, e as famílias dos dois já comungavam deste fato. Eu, de furão, tirava casquinhas dela enquanto ele não estava por perto, haha, já era o suficiente pra ir sustentanto aquele sentimento idiota que surgiu do nada e aparentemente nunca vai sair de mim.
Musicalmente, o verão de 2003 serviu pra eu conhecer o By The Way dos Red Hot Chili Peppers e mudar totalmente meus conceitos sobre música.
Falando em música, falemos de banda. Sabe como é essa coisa de Jason? De São Paulo FC? Sempre volta né? Pois é, a Ambulatorio era dessas, quando meu primo Tiago saiu da praia e veio morar em Canoas a Ambulatorio voltou, era Wagner no vocal e guita base, eu na guita e backing, Tiago voz e baixo e o primo que tinha outra banda antes e estudava comigo agora também já tinha voltado a tocar comigo.
Além da Ambulatorio eu comecei a tocar Rage Against The Machine cover na Zler, ainda tocávamos alguma coisa de System of a Down, e várias próprias, quando propuseram que tocássemos Deftones eu pulei fora, fiquei só com a Ambulatorio, que já tinha um projeto de incluir músicas do RHCP no repertório. No inverno gravamos um cd demo na garagem da casa do primo baterista e vendemos 100 cds numerados, quem ainda tem uma dessas copias, se estiver funcionando direitinho, me empresta que eu quero muito copiar essas músicas pro pc.
Gastamos o dinheiro todo em pizzas, cervejas e locação de filmes, hahahaha
As viagens pra Maquiné serviam de integração extra pra banda, íamos quase todo mês pra lá, já éramos famosos na cidade, hehe
Foi a época que parei de me drogar por qualquer coisa, que comecei a valorizar o tempo sóbrio, e concluí que se você abre demais a porta pras drogas, elas é que acabam te consumindo.
Na banda a Aeronáutica começou a tomar tempo integral do Tiago, que precisou ser tirado da banda, Dudu Fevereiro e Erisson, a cozinha da Marylin Lip's, agora estavam na Ambulatorio, comigo e com o gorducho.
Na escola nos formamos sem maiores problemas, fizemos um teatro épico de Bailei na Curva, dirigido pelo Prof. Wilson e adquirimos a reputação necessária pra que nenhum professor ou diretor barrasse nossa não tão merecida formatura, hahaha. Após acabarem as aulas cortei meu cabelo, pagando uma promessa, e percebi que nunca precisava ter deixado ele crescer.
E assim se acabou mais um ano da minha historinha.
Musicalmente, o verão de 2003 serviu pra eu conhecer o By The Way dos Red Hot Chili Peppers e mudar totalmente meus conceitos sobre música.
Falando em música, falemos de banda. Sabe como é essa coisa de Jason? De São Paulo FC? Sempre volta né? Pois é, a Ambulatorio era dessas, quando meu primo Tiago saiu da praia e veio morar em Canoas a Ambulatorio voltou, era Wagner no vocal e guita base, eu na guita e backing, Tiago voz e baixo e o primo que tinha outra banda antes e estudava comigo agora também já tinha voltado a tocar comigo.
Gastamos o dinheiro todo em pizzas, cervejas e locação de filmes, hahahaha
As viagens pra Maquiné serviam de integração extra pra banda, íamos quase todo mês pra lá, já éramos famosos na cidade, heheFoi a época que parei de me drogar por qualquer coisa, que comecei a valorizar o tempo sóbrio, e concluí que se você abre demais a porta pras drogas, elas é que acabam te consumindo.
Na banda a Aeronáutica começou a tomar tempo integral do Tiago, que precisou ser tirado da banda, Dudu Fevereiro e Erisson, a cozinha da Marylin Lip's, agora estavam na Ambulatorio, comigo e com o gorducho.
Na escola nos formamos sem maiores problemas, fizemos um teatro épico de Bailei na Curva, dirigido pelo Prof. Wilson e adquirimos a reputação necessária pra que nenhum professor ou diretor barrasse nossa não tão merecida formatura, hahaha. Após acabarem as aulas cortei meu cabelo, pagando uma promessa, e percebi que nunca precisava ter deixado ele crescer.
E assim se acabou mais um ano da minha historinha.
2002
Então acabou aquele ano de 2001 e eu fui pra praia esfriar a cabeça.
O problema é que todos os primos só iam pra festas tuntz tuntz, e eu tava virado num rockeiro bicho do mato, com cabelo cogumelo e camisa do Black Sabbath, das festas que eles adoravam ir na praia pra beber álcool etílico com pedacinhos de limão, eu fazia 50 por ano mais legais aqui.
Aconteceu que eu fiquei nessas, na praia, meio triste, de janeiro até o começo de fevereiro, então o pessoal da banda ligou avisando que teria uma "turnê" no estado, que tinha fechado com um baterista de primeira qualidade.
Voltei correndo, pensando num ainda possível encontro com a Ana peguei a primeira carona e dia 1º de fevereiro estava em Cachoeirinha.
Os pais do Eduardo, antigo guitarrista da Ambulatorio, tinham viajado pra praia por um mês e deixaram aquela casa liberada pra gurizada. Além da oficina mecânica do pai do Eduardo, que servia de estúdio pra banda, enfim, foi um período de muito, mas muito, mas muito trago mesmo, muito cigarro e muita dorga também, e muito rock n' roll. Mulher que é bom nada, pelo menos pra mim que era o mascote da gurizada, haha, mas dessa época tem realmente uma série de histórias interessantes como a que o Renê conta nos comentários dessa postagem, também me lembro até hoje desse dia.
O batera, Frigo, realmente fazia chover naquela bateria, e com tanta dorga que a gente usava, compor ficava cada vez mais fácil. A banda terminou umas 4 ou 5 musicas em fevereiro e em março foi a estudio gravar.
Ainda em março fez mais um show, depois outro em abril, mais alguns em maio, entre eles um em Maquiné que a banda teve que parar no meio do show porque eu fiquei bêbado demais no intervalo.

Na escola eu não ia bem denovo, mas dessa vez ninguém ia, meu primo e colega de aula que sempre teve notas exemplares também tocava em outra banda e também já fumava e bebia como um condenado. Não precisávamos nos preocupar. Eu era muito bom em inglês e fazia as provas de todo mundo, a Dani era boa em Matemática, a Lu em Português, e assim ia, alguém sempre compensava o outro e assim conseguimos passar pro terceiro ano ao fim daquele ano.
O Brasil foi campeão do mundo, eu vi todos os jogos daquela copa ou bêbado, ou chapado, ou de ressaca. Mas não era coisa da minha cabeça, o Ronaldo realmente tava gastando a bola, não vi Pelé, mas vi Ronaldo.
A Ambulatorio? Bom, o descompromisso do super batera, com a má vontade do vocalista de tocar com outro baterista que não fosse o descompromissado deu no fim da banda.
E assim terminamos 2002.
O problema é que todos os primos só iam pra festas tuntz tuntz, e eu tava virado num rockeiro bicho do mato, com cabelo cogumelo e camisa do Black Sabbath, das festas que eles adoravam ir na praia pra beber álcool etílico com pedacinhos de limão, eu fazia 50 por ano mais legais aqui.
Aconteceu que eu fiquei nessas, na praia, meio triste, de janeiro até o começo de fevereiro, então o pessoal da banda ligou avisando que teria uma "turnê" no estado, que tinha fechado com um baterista de primeira qualidade.
Voltei correndo, pensando num ainda possível encontro com a Ana peguei a primeira carona e dia 1º de fevereiro estava em Cachoeirinha.
Os pais do Eduardo, antigo guitarrista da Ambulatorio, tinham viajado pra praia por um mês e deixaram aquela casa liberada pra gurizada. Além da oficina mecânica do pai do Eduardo, que servia de estúdio pra banda, enfim, foi um período de muito, mas muito, mas muito trago mesmo, muito cigarro e muita dorga também, e muito rock n' roll. Mulher que é bom nada, pelo menos pra mim que era o mascote da gurizada, haha, mas dessa época tem realmente uma série de histórias interessantes como a que o Renê conta nos comentários dessa postagem, também me lembro até hoje desse dia.
O batera, Frigo, realmente fazia chover naquela bateria, e com tanta dorga que a gente usava, compor ficava cada vez mais fácil. A banda terminou umas 4 ou 5 musicas em fevereiro e em março foi a estudio gravar.
Ainda em março fez mais um show, depois outro em abril, mais alguns em maio, entre eles um em Maquiné que a banda teve que parar no meio do show porque eu fiquei bêbado demais no intervalo.
Na escola eu não ia bem denovo, mas dessa vez ninguém ia, meu primo e colega de aula que sempre teve notas exemplares também tocava em outra banda e também já fumava e bebia como um condenado. Não precisávamos nos preocupar. Eu era muito bom em inglês e fazia as provas de todo mundo, a Dani era boa em Matemática, a Lu em Português, e assim ia, alguém sempre compensava o outro e assim conseguimos passar pro terceiro ano ao fim daquele ano.
O Brasil foi campeão do mundo, eu vi todos os jogos daquela copa ou bêbado, ou chapado, ou de ressaca. Mas não era coisa da minha cabeça, o Ronaldo realmente tava gastando a bola, não vi Pelé, mas vi Ronaldo.
A Ambulatorio? Bom, o descompromisso do super batera, com a má vontade do vocalista de tocar com outro baterista que não fosse o descompromissado deu no fim da banda.
E assim terminamos 2002.
O segundo semestre eletrizante de 2001
Pois bem, até onde paramos eu não tinha bandinha, não tinha namoradinha, nem saía a noite né?
haha, agora que as coisas mudam, champs.
Em julho eu comecei a andar com um pessoal mais velho, maior de idade, e com eles ia pra tudo que era lugar, sempre tinha alguma festa maneira na casa do Renê, sempre muito rock ao vivo rolando, eram umas 3 bandas que ensaiavam naquela garagem. Sempre um garrafão de vinho, era muito estranho beber sem ser com aquele pessoalzinho de sempre da praia, era muito legal também, hahaha, sempre tinha alguma guriazinha diferente...
A questão é que só olhar os caras tocando, balançar a cabeça, e aproveitar os intervalos pra pegar as guitarras deles tinha perdido a graça, queríamos mais.
Então, no dia 7 de setembro de 2001, Wagner Rehn, Bolitas Lipert e Dudu Fevereiro criam a Banda Ambulatorio.
Enquanto isso, nos Estados Unidos, Osama Bin Laden também estava empolgado executando seus projetos e realizando seus sonhos, tá certo que depois disso ele nunca mais apareceu, mas pra mim a coisa realmente tava caminhando pra glória.
Eu era totalmente "popular" na escola(hahaha, coisa de American Pie isso) entre a turma do rock por fazer parte de uma banda e tocar nas festas do Renê.
Isso me levou a conhecer em outubro a Ana Lúcia, a paixão mais inocente e mais curta da minha vida, a rockeira do colégio, colega do meu primo, enfim, tudo conspirava pra que nos déssemos bem mesmo.
"Ahhh, as aulas? hahaha, esquece, já tenho uma banda e to trovando todo dia uma guria que to apaixonado, ainda saio toda noite com meus amigos, eu sou o cara mais feliz do mundo, não preciso estudar"
Era o que eu falava, e olha, se pudesse voltar no tempo e fazer tudo denovo faria tudo igual.
Dormir perdeu o sentido, a vida chegou num ponto tão, mas tão legal, que eu não dormia a noite com ansiedade de chegar o dia seguinte.
Ia pra escola e matava aula, ficava o tempo todo com a Ana no pátio da escola, os supervisores e coordenadores já nem sabiam mais o que fazer, eu já fumava escondido na escola também, mas conhecia pelo menos um podre de cada um dos supervisores e eles nada podiam contra mim, além disso, eu já tinha amigos com um certo poder criminal no bairro, eu era totalmente livre e poderoso.
No final de outubro a Ambulatorio tocou pela primeira vez num palco, a noite, num festival de bandas no Colégio Polivalente, a tia da Ana não deixava ela ir junto, era uma mocinha de família, hahaha. Nessa época eu fumei maconha pela primeira vez, odiei, fumei denovo, gostei.
Nas aulas eu nem fazia mais idéia do que acontecia, não comparecia, ia a escola só pra encontrar a Ana, saía da escola as 10 da manhã sem nem aparecer na sala de aula. Dávamos umas voltas pelo Shopping do Vale, depois ela ia pra casa dela, eu pra minha ou pra do meu primo jogar Cart World Series, Fifa e Formula 1 2001, ou ainda pra do Gordo, pra depois irmos pra casa do Renê fumar alguma maconhazinha. E durante a noite, enchíamos 2 ou 3 carros e ia toda a turma pro calçadão beber muita ceva e fumar muitas dorgas.
Começaram a acontecer algumas intrigas na banda, todo mundo começou a brigar com todo mundo, eu já nem lembro mais quem tocava o quê naquele final de ano, só lembro que a banda tava acabando.
De legal naquele ano ainda, no começo de dezembro, foi o casamento da minha prima Marcia. Onde vi primos que não via há muito tempo, e depois de acabar a festa saímos com 10 garrafas de cerveja debaixo dos braços e fomos beber na esquina de casa. Tomar um porre com irmãos de sangue e abrir o coração pela primeira vez é algo que você não faz sempre na vida, eu fiz naquele dia e nunca me esquecerei: "I Love Porto Verde!"
O ano letivo estava acabando, e eu, feliz da vida que tinha sido reprovado, já com o cabelo crescendo, só esperava que chegasse 2002 pra eu continuar no segundo ano, estudando com o Son, e principalmente com a Ana.
Só que aí a Ana voltou pra cidade natal dela, hahaha, sabe como é vida de Bolas né, nada pode ser perfeito, nem perto disso.
Rodei pra estudar com ela e nunca mais a vi, ainda bem que os amigos da banda voltaram a se falar, e teríamos um verão inteiro pra distrair a cabeça e esquecer do fatality.
haha, agora que as coisas mudam, champs.
Em julho eu comecei a andar com um pessoal mais velho, maior de idade, e com eles ia pra tudo que era lugar, sempre tinha alguma festa maneira na casa do Renê, sempre muito rock ao vivo rolando, eram umas 3 bandas que ensaiavam naquela garagem. Sempre um garrafão de vinho, era muito estranho beber sem ser com aquele pessoalzinho de sempre da praia, era muito legal também, hahaha, sempre tinha alguma guriazinha diferente...
A questão é que só olhar os caras tocando, balançar a cabeça, e aproveitar os intervalos pra pegar as guitarras deles tinha perdido a graça, queríamos mais.
Então, no dia 7 de setembro de 2001, Wagner Rehn, Bolitas Lipert e Dudu Fevereiro criam a Banda Ambulatorio.
Enquanto isso, nos Estados Unidos, Osama Bin Laden também estava empolgado executando seus projetos e realizando seus sonhos, tá certo que depois disso ele nunca mais apareceu, mas pra mim a coisa realmente tava caminhando pra glória.Eu era totalmente "popular" na escola(hahaha, coisa de American Pie isso) entre a turma do rock por fazer parte de uma banda e tocar nas festas do Renê.
Isso me levou a conhecer em outubro a Ana Lúcia, a paixão mais inocente e mais curta da minha vida, a rockeira do colégio, colega do meu primo, enfim, tudo conspirava pra que nos déssemos bem mesmo.
"Ahhh, as aulas? hahaha, esquece, já tenho uma banda e to trovando todo dia uma guria que to apaixonado, ainda saio toda noite com meus amigos, eu sou o cara mais feliz do mundo, não preciso estudar"
Era o que eu falava, e olha, se pudesse voltar no tempo e fazer tudo denovo faria tudo igual.
Dormir perdeu o sentido, a vida chegou num ponto tão, mas tão legal, que eu não dormia a noite com ansiedade de chegar o dia seguinte.
Ia pra escola e matava aula, ficava o tempo todo com a Ana no pátio da escola, os supervisores e coordenadores já nem sabiam mais o que fazer, eu já fumava escondido na escola também, mas conhecia pelo menos um podre de cada um dos supervisores e eles nada podiam contra mim, além disso, eu já tinha amigos com um certo poder criminal no bairro, eu era totalmente livre e poderoso.
No final de outubro a Ambulatorio tocou pela primeira vez num palco, a noite, num festival de bandas no Colégio Polivalente, a tia da Ana não deixava ela ir junto, era uma mocinha de família, hahaha. Nessa época eu fumei maconha pela primeira vez, odiei, fumei denovo, gostei.
Nas aulas eu nem fazia mais idéia do que acontecia, não comparecia, ia a escola só pra encontrar a Ana, saía da escola as 10 da manhã sem nem aparecer na sala de aula. Dávamos umas voltas pelo Shopping do Vale, depois ela ia pra casa dela, eu pra minha ou pra do meu primo jogar Cart World Series, Fifa e Formula 1 2001, ou ainda pra do Gordo, pra depois irmos pra casa do Renê fumar alguma maconhazinha. E durante a noite, enchíamos 2 ou 3 carros e ia toda a turma pro calçadão beber muita ceva e fumar muitas dorgas.
Começaram a acontecer algumas intrigas na banda, todo mundo começou a brigar com todo mundo, eu já nem lembro mais quem tocava o quê naquele final de ano, só lembro que a banda tava acabando.
De legal naquele ano ainda, no começo de dezembro, foi o casamento da minha prima Marcia. Onde vi primos que não via há muito tempo, e depois de acabar a festa saímos com 10 garrafas de cerveja debaixo dos braços e fomos beber na esquina de casa. Tomar um porre com irmãos de sangue e abrir o coração pela primeira vez é algo que você não faz sempre na vida, eu fiz naquele dia e nunca me esquecerei: "I Love Porto Verde!"
O ano letivo estava acabando, e eu, feliz da vida que tinha sido reprovado, já com o cabelo crescendo, só esperava que chegasse 2002 pra eu continuar no segundo ano, estudando com o Son, e principalmente com a Ana.
Só que aí a Ana voltou pra cidade natal dela, hahaha, sabe como é vida de Bolas né, nada pode ser perfeito, nem perto disso.
Rodei pra estudar com ela e nunca mais a vi, ainda bem que os amigos da banda voltaram a se falar, e teríamos um verão inteiro pra distrair a cabeça e esquecer do fatality.
2001, e a primeira banda de garagem
Chegou o verão e eu fui ver como tava. Como sabia que o Son havia feito lavagem cerebral no pessoal da praia com essa história de Guns, Guns e Guns fui pra lá sabendo tocar a maioria das músicas deles.
Quando cheguei na praia, louco pra dar uns pegas na Talita e/ou na Viviane, descobri que a Viviane não tava mais na praia, e a Talita tava com o Son, fail pro nosso herói.
Mas não dá nada, fomos com Patience, comendo pelas beiradas. Enquanto os primos todos iam pra dentro do mar surfar, eu ficava tocando violão pra Talita na areiazinha, hahahaha
Aí as coisas ficaram mais fáceis pra mim, lacei o coração daquela jovial garota ao performar, pela primeira vez na vida, a introdução de Sweet Child O' Mine, hahaha, foi por pouco tempo, mas valeu a pena.
Na semana seguinte, quando a ficação de 1 semana já estava virando namorinho ela me trocou novamente pelo Son, e uma semana depois quando a ficança deles já estava virando namorinho ela trocou ele novamente por mim e comigo ficou até o fim daquele veraneio.
Nessas de ficar tocando rock em barzinhos, com 2 piá tocando e nenhum cantando, nunca ganhamos cerveja nenhuma em bar algum naquele verão, hahaa, mas não dá nada, a cerveja era só 2 reais naquele tempo.
Ouvia todo dia nessa época o Use Your Illusion I do Guns e o Acid Eaters dos Ramones, e passava dias jogando Virtual Rally 2, pequenas coisas que marcam quando o tempo é marcante.
Então voltamos pra Cachoeirinha, teríamos 2 cerimônias de 15 anos naqueles dias seguintes, da Talita, e da prima Fernanda(foto).
Entre uma e outra, eu e o outro cueca ali da foto fomos assaltados e voltamos pra casa só de cueca, hahaha, mas essa história não foi tão feliz, e por isso não creio que mereça tanto alarde.
Entrou o inverno e eu avisei o Son e o Dudu que eu queria montar uma banda, principalmente depois de ver o show da banda Metamorfose e da Comunidade Nin-Jitsu num desses aniversários de Cachoeirinha.
Então comecei a correr atrás de uma guitarra, o Dudu de um baixo, e o Son de uma batera. Começa aí, em Junho de 2001, a primeira banda da minha vida, a Éden.
Só que a Éden era feita de muita vontade mas de pouco compromisso, o que eu queria era uma banda de verdade, que tocasse além da garagem de casa, acabamos terminando com a banda, e só voltaríamos se achássemos algum bom vocalista pra banda.
Não achamos e a banda acabou.
Quando cheguei na praia, louco pra dar uns pegas na Talita e/ou na Viviane, descobri que a Viviane não tava mais na praia, e a Talita tava com o Son, fail pro nosso herói.
Mas não dá nada, fomos com Patience, comendo pelas beiradas. Enquanto os primos todos iam pra dentro do mar surfar, eu ficava tocando violão pra Talita na areiazinha, hahahaha
Aí as coisas ficaram mais fáceis pra mim, lacei o coração daquela jovial garota ao performar, pela primeira vez na vida, a introdução de Sweet Child O' Mine, hahaha, foi por pouco tempo, mas valeu a pena.
Na semana seguinte, quando a ficação de 1 semana já estava virando namorinho ela me trocou novamente pelo Son, e uma semana depois quando a ficança deles já estava virando namorinho ela trocou ele novamente por mim e comigo ficou até o fim daquele veraneio.
Nessas de ficar tocando rock em barzinhos, com 2 piá tocando e nenhum cantando, nunca ganhamos cerveja nenhuma em bar algum naquele verão, hahaa, mas não dá nada, a cerveja era só 2 reais naquele tempo.
Ouvia todo dia nessa época o Use Your Illusion I do Guns e o Acid Eaters dos Ramones, e passava dias jogando Virtual Rally 2, pequenas coisas que marcam quando o tempo é marcante.
Entre uma e outra, eu e o outro cueca ali da foto fomos assaltados e voltamos pra casa só de cueca, hahaha, mas essa história não foi tão feliz, e por isso não creio que mereça tanto alarde.
Entrou o inverno e eu avisei o Son e o Dudu que eu queria montar uma banda, principalmente depois de ver o show da banda Metamorfose e da Comunidade Nin-Jitsu num desses aniversários de Cachoeirinha.
Então comecei a correr atrás de uma guitarra, o Dudu de um baixo, e o Son de uma batera. Começa aí, em Junho de 2001, a primeira banda da minha vida, a Éden.
Só que a Éden era feita de muita vontade mas de pouco compromisso, o que eu queria era uma banda de verdade, que tocasse além da garagem de casa, acabamos terminando com a banda, e só voltaríamos se achássemos algum bom vocalista pra banda.
Não achamos e a banda acabou.
Introdução à música.
Final de 99, entrada dos anos 2000. Todo mundo preocupado com bug do milênio, eu cagando pra isso. Só queria ficar escutando meu Só no Forévis dos Raimundos e o Preço Curto... Prazo Longo do Charlie Brown Jr..
Tinha amigos(Dudu, Tiago) aprendendo a tocar violão, e cagava pra isso, gostava mais de tocar teclado, que poderia simular uma banda completa, isso tudo até conhecer o Júnior na praia.
Naquele verão de 2000 o Junior arrastava a galera pra onde queria, o quê ele fazia? Ia com um violão ou uma guitarra até algum barzinho e passava ali a noite cantando e ganhando cerveja de graça. De quebra mulherada caía em cima. É ou não é o canal?
Pois é, desisti do teclado, meu sonho agora era ter um violão, mas não, eu não tinha. Tudo o que eu podia fazer era ir até a casa do meu primo na praia e tocar no violão do pai dele sempre que desse um tempinho, comecei tirando a intro de Come As You Are, do Nirvana, que era a música que o Junior sempre tocava, mas não choveu aquela mulherada na horta, nem ganhei um violão, voltei frustrado pra Cachoeirinha.
Mas tudo melhoraria, o irmão do Dudu tinha um violão, e eu indo na casa do Dudu de vez em quando certamente teria acesso ao tal instrumento. Ia pra lá e tocava meia hora de Come As You Are, hahahaha, eu não queria fazer outra coisa. Nisso também apareceu o Jonas, que também tocava violão, começamos a andar juntos eu, o Jonas, o Dudu e o Son pra tudo que era lado. Era uma dessas futuras bandas que se formam na adolescência. Até que o Jonas e o Dudu se agarraram no soco uma vez e nunca mais se falaram.
Lá por outubro de 2000 o Jonas me deu o violãozinho dele, antes de se mudar pra Taquara. Aí pronto, veio aquela vontade de aprender mais do que Come As You Are. E no primeiro dia com o violão em mãos comprei uma revista Cifras & Letras e passei 9 horas a fio tocando todas as músicas que eu conhecia da revista. No outro dia já fui pra escola com o violão debaixo do braço, e era assim, 24 horas por dia com o violãozinho acompanhado. Dedos descascando em carne viva e eu lá, feliz da vida.
Em um mês eu já tocava firme, sem errar, umas 3 ou 9 músicas inteiras. Na metade de novembro fui com o Dudu e com o Erisson a um show de bandas punks em Gravataí. Era legal demais, eu nunca tinha visto alguém tocando uma guitarra de perto, era a coisa mais sobrenatural, na minha cabeça uma guitarra era coisa só pra milionário.
Uma semana depois fomos a casa de um outro amigo que tocava, e nesse dia eu toquei numa guitarra plugada, com pedaleira e caixa de som.
Nossa, Galaaaaaaaaaaaaatto, sem palavras, nem a primeira vez que comi alguém foi tão emocionante, nem tão nervoso.
Ali eu já sabia o que queria fazer pro resto da vida. Os outros amigos que se tornassem baixistas ou bateristas, haha, porque o guitarrista era eu, e pra me desbancar teria que ser melhor que eu, e pra não dar chance, eu não tocava menos que 12 horas diárias naquele violãozinho duro, pra hora que chegar uma guitarra eu já saber totalmente o que fazer.
Tinha amigos(Dudu, Tiago) aprendendo a tocar violão, e cagava pra isso, gostava mais de tocar teclado, que poderia simular uma banda completa, isso tudo até conhecer o Júnior na praia.
Naquele verão de 2000 o Junior arrastava a galera pra onde queria, o quê ele fazia? Ia com um violão ou uma guitarra até algum barzinho e passava ali a noite cantando e ganhando cerveja de graça. De quebra mulherada caía em cima. É ou não é o canal?
Pois é, desisti do teclado, meu sonho agora era ter um violão, mas não, eu não tinha. Tudo o que eu podia fazer era ir até a casa do meu primo na praia e tocar no violão do pai dele sempre que desse um tempinho, comecei tirando a intro de Come As You Are, do Nirvana, que era a música que o Junior sempre tocava, mas não choveu aquela mulherada na horta, nem ganhei um violão, voltei frustrado pra Cachoeirinha.
Mas tudo melhoraria, o irmão do Dudu tinha um violão, e eu indo na casa do Dudu de vez em quando certamente teria acesso ao tal instrumento. Ia pra lá e tocava meia hora de Come As You Are, hahahaha, eu não queria fazer outra coisa. Nisso também apareceu o Jonas, que também tocava violão, começamos a andar juntos eu, o Jonas, o Dudu e o Son pra tudo que era lado. Era uma dessas futuras bandas que se formam na adolescência. Até que o Jonas e o Dudu se agarraram no soco uma vez e nunca mais se falaram.
Lá por outubro de 2000 o Jonas me deu o violãozinho dele, antes de se mudar pra Taquara. Aí pronto, veio aquela vontade de aprender mais do que Come As You Are. E no primeiro dia com o violão em mãos comprei uma revista Cifras & Letras e passei 9 horas a fio tocando todas as músicas que eu conhecia da revista. No outro dia já fui pra escola com o violão debaixo do braço, e era assim, 24 horas por dia com o violãozinho acompanhado. Dedos descascando em carne viva e eu lá, feliz da vida.
Em um mês eu já tocava firme, sem errar, umas 3 ou 9 músicas inteiras. Na metade de novembro fui com o Dudu e com o Erisson a um show de bandas punks em Gravataí. Era legal demais, eu nunca tinha visto alguém tocando uma guitarra de perto, era a coisa mais sobrenatural, na minha cabeça uma guitarra era coisa só pra milionário.
Uma semana depois fomos a casa de um outro amigo que tocava, e nesse dia eu toquei numa guitarra plugada, com pedaleira e caixa de som.
Nossa, Galaaaaaaaaaaaaatto, sem palavras, nem a primeira vez que comi alguém foi tão emocionante, nem tão nervoso.
Ali eu já sabia o que queria fazer pro resto da vida. Os outros amigos que se tornassem baixistas ou bateristas, haha, porque o guitarrista era eu, e pra me desbancar teria que ser melhor que eu, e pra não dar chance, eu não tocava menos que 12 horas diárias naquele violãozinho duro, pra hora que chegar uma guitarra eu já saber totalmente o que fazer.
Pré adolescência.
E aí apareceram os Mamonas Assassinas, e se foram. Daí Jardel se despediu e eu estava no Olímpico. O ano foi e foi e foi passando, e quando fui ver, passou, e o Grêmio tinha sido Bi-Campeão Brasileiro.
Entrou o ano de 1997, e sempre naquele processo: Talita, Mariclei e Viviane no verão; Dudu, Erisson e Alânderson no inverno, hahaha
O Grêmio levou a Copa do Brasil calando o Maracanã com quase 100 mil. E eu passei de ano novamente. O Brasil disputou a Copa América com Romário e Ronaldo e certamente foi a melhor dupla de ataque da história do futebol, mesmo com pouco tempo.
Eu tinha um Diadora que toda a vilerage queria roubar e jogava Mortal Kombat e Ronaldinho Soccer 97 o ano todo. Sabe, ainda vou me lembrar de mais coisas dessa época, e reedito essa época semi-vazia.
O quê eu lembro de 98, assim, de revesgueio? Lembro de ver Ronaldo amarelando na França, e, ao final do ano, do coroa morrendo.
Poderia dramatizar tudo aqui, mas não vejo a hora de começar a escrever sobre coisas recentes, e não gostaria muito de escrever sobre coisas dramaticas demais.
99 chegou, na praia montamos uma bomba caseira pra explodir no Arroio Seco, nossos eternos rivais, passamos o dia 26/01/1999 inteiro em prol disso, depois de explodir a bomba com sucesso dei o meu primeiro beijo de verdade, na Viviane no capô de um Opala bege, hahaha
Lembro de ir dormir naquela noite com uma sensação de Epic Winner, como criança se satisfaz com pouco...
Enfim, todos os verões foram iguais ou melhores que o de 96, quase todos os invernos foram chatos. Alguns mais, outros menos.
Entrou o ano de 1997, e sempre naquele processo: Talita, Mariclei e Viviane no verão; Dudu, Erisson e Alânderson no inverno, hahaha
O Grêmio levou a Copa do Brasil calando o Maracanã com quase 100 mil. E eu passei de ano novamente. O Brasil disputou a Copa América com Romário e Ronaldo e certamente foi a melhor dupla de ataque da história do futebol, mesmo com pouco tempo.
Eu tinha um Diadora que toda a vilerage queria roubar e jogava Mortal Kombat e Ronaldinho Soccer 97 o ano todo. Sabe, ainda vou me lembrar de mais coisas dessa época, e reedito essa época semi-vazia.
O quê eu lembro de 98, assim, de revesgueio? Lembro de ver Ronaldo amarelando na França, e, ao final do ano, do coroa morrendo.
Poderia dramatizar tudo aqui, mas não vejo a hora de começar a escrever sobre coisas recentes, e não gostaria muito de escrever sobre coisas dramaticas demais.
99 chegou, na praia montamos uma bomba caseira pra explodir no Arroio Seco, nossos eternos rivais, passamos o dia 26/01/1999 inteiro em prol disso, depois de explodir a bomba com sucesso dei o meu primeiro beijo de verdade, na Viviane no capô de um Opala bege, hahaha
Lembro de ir dormir naquela noite com uma sensação de Epic Winner, como criança se satisfaz com pouco...
Enfim, todos os verões foram iguais ou melhores que o de 96, quase todos os invernos foram chatos. Alguns mais, outros menos.
O verão de 1996
Se o verão de 95 foi legalzinho, o verão de 96 foi legalzão, certamente até então o momento mais empolgante daquela vidinha.
Além de estarem lá na praia todos os primos, agora dessa vez tinha uma guria pra cada um dos primos, hahaaaaa, oloko, não era todo mundo mais brigando pela Mariclei, agora já tinha a Doriana, já tinha a Viviane, e a Talita, que era a preferida do que vos fala. Pra ver como a coisa tava boa, apareceu até a nega diaba que fazia saravá pras guria, mas essa a gurizada não dava bola. E a Monaliza, que todo mundo dava bola pra ela mas ela cagava praquela piazada.
Enfim, era todo dia essa história de pêra, uva, maçã e salada mista, ahuehauehaueh, pra uma criançada de 10 anos, até que éramos bem evoluídos. Histórias do tijolinho, e outras que até inventávamos, a coisa chegou a ficar tão preta que em tal período desse verão fomos perseguidos por motoqueiros que queriam nos matar.
Além disso, ainda tínhamos o time do Serra Azul, freguês do Arroio Seco. Ainda fazíamos as festinhas da Garota e Gatinha Verão na praia ao lado, refrigerante e Mamonas Assassinas e É o Tchan! pra tudo que era lado. E eu era a única criança que conseguia virar o Fatal Fury no Fliperama, só eu e o irmão brabo da Talita.
E a patrulha salvadora, hahaha, só quem viveu pra saber. Além dos torneios de bocha que lotavam a praia, na qual, num desses, de duplas, com a Fernanda, cheguei em terceiro, entre quase 20 duplas.
Olha, não sei se todo mundo vive coisas assim na infância, mas eu vivi um verãozaço, e pra sempre lembrarei com muito carinho de todas essas histórias, que são legais aqui no blog, mas pra quem viveu foi ainda muito mais legal.
Além de estarem lá na praia todos os primos, agora dessa vez tinha uma guria pra cada um dos primos, hahaaaaa, oloko, não era todo mundo mais brigando pela Mariclei, agora já tinha a Doriana, já tinha a Viviane, e a Talita, que era a preferida do que vos fala. Pra ver como a coisa tava boa, apareceu até a nega diaba que fazia saravá pras guria, mas essa a gurizada não dava bola. E a Monaliza, que todo mundo dava bola pra ela mas ela cagava praquela piazada.
Enfim, era todo dia essa história de pêra, uva, maçã e salada mista, ahuehauehaueh, pra uma criançada de 10 anos, até que éramos bem evoluídos. Histórias do tijolinho, e outras que até inventávamos, a coisa chegou a ficar tão preta que em tal período desse verão fomos perseguidos por motoqueiros que queriam nos matar.
Além disso, ainda tínhamos o time do Serra Azul, freguês do Arroio Seco. Ainda fazíamos as festinhas da Garota e Gatinha Verão na praia ao lado, refrigerante e Mamonas Assassinas e É o Tchan! pra tudo que era lado. E eu era a única criança que conseguia virar o Fatal Fury no Fliperama, só eu e o irmão brabo da Talita.
E a patrulha salvadora, hahaha, só quem viveu pra saber. Além dos torneios de bocha que lotavam a praia, na qual, num desses, de duplas, com a Fernanda, cheguei em terceiro, entre quase 20 duplas.
Olha, não sei se todo mundo vive coisas assim na infância, mas eu vivi um verãozaço, e pra sempre lembrarei com muito carinho de todas essas histórias, que são legais aqui no blog, mas pra quem viveu foi ainda muito mais legal.
1995
Então, lembra daquela praia deserta da última postagem?
Era o Balneário Serra Azul, e no começo de 1995 já eram mais de 10 famílias veraneando naquela praia, e como o pessoal da praia vizinha começou a frequentar aquela nossa prainha também, o crescimento foi cada vez mais rápido, deu pra juntar uma criançada bem doidona, a base era a dos Liperts, mas também deu pra conhecer a Mariclei, hahahah, a garota mais desejada daquela praia(era a única, huheueheu), também tinha o timinho de futebol infantil, os verões estavam começando a pegar corpo, fazer festa já tava começando a ficar legal e não era só por causa de refrigerante e negrinho;
Ao final do verão bateu aquela deprê, claro, o primeiro verão legal de uma criança não tem preço.
Mas tudo bem, bola pra frente, recebi a notícia de que teria um irmãozinho, já estamos na quarta série, já temos um brick-game, temos Cavaleiros do Zodíaco pra olhar durante as tardes, e o melhor, nosso time está na Libertadores, e ganha todas!
Eu, inspirado pelo Danrlei, me tornei o goleiro do time da turma 41 na escola. Sempre perdíamos pra 31, hahaha, a turma do meu primo, mas não dava nada.
Meu irmão nasceu no dia em que o Grêmio era campeão gaúcho com o expressinho em cima do Inter, com isso, foi batizado com o nome de Luiz Felipe, técnico da época.
Olha, 95 foi um ano legalzão, que todo momento é um momento feliz. Nem o fato de não ser notado pela Laiza na escola como eu gostaria(hahaha, eu também nunca demonstrei nada por ela) me deprimia. Pelo contrário, fazia que eu me superasse ainda mais nas piadas pra chamar a atenção, mas eu só conseguia risadas, com as guriazinhas só me dava bem na praia mesmo, e por isso passava o ano inteiro esperando que o verão chegasse...
Enquanto não chegava, vinha se aproximando a final do Grêmio contra o Ajax(HOL), todo dia eu ia na padaria comprar o jornal pra ler notícias do meu time, e sempre comprava também um Kinder Ovo, bons tempos do Brasil com uma economia forte.
No final da história, depois das cobranças de penalties, meu time perdeu, mas não dá nada, ali eu já era gremista o suficiente pra bater no escudo da camiseta, e dizer que podia acontecer o que acontecesse, que eu sempre estaria ao lado dessa bolinha azul.
Que viesse o verão!
Era o Balneário Serra Azul, e no começo de 1995 já eram mais de 10 famílias veraneando naquela praia, e como o pessoal da praia vizinha começou a frequentar aquela nossa prainha também, o crescimento foi cada vez mais rápido, deu pra juntar uma criançada bem doidona, a base era a dos Liperts, mas também deu pra conhecer a Mariclei, hahahah, a garota mais desejada daquela praia(era a única, huheueheu), também tinha o timinho de futebol infantil, os verões estavam começando a pegar corpo, fazer festa já tava começando a ficar legal e não era só por causa de refrigerante e negrinho;
Ao final do verão bateu aquela deprê, claro, o primeiro verão legal de uma criança não tem preço.
Mas tudo bem, bola pra frente, recebi a notícia de que teria um irmãozinho, já estamos na quarta série, já temos um brick-game, temos Cavaleiros do Zodíaco pra olhar durante as tardes, e o melhor, nosso time está na Libertadores, e ganha todas!
Meu irmão nasceu no dia em que o Grêmio era campeão gaúcho com o expressinho em cima do Inter, com isso, foi batizado com o nome de Luiz Felipe, técnico da época.
Olha, 95 foi um ano legalzão, que todo momento é um momento feliz. Nem o fato de não ser notado pela Laiza na escola como eu gostaria(hahaha, eu também nunca demonstrei nada por ela) me deprimia. Pelo contrário, fazia que eu me superasse ainda mais nas piadas pra chamar a atenção, mas eu só conseguia risadas, com as guriazinhas só me dava bem na praia mesmo, e por isso passava o ano inteiro esperando que o verão chegasse...
Enquanto não chegava, vinha se aproximando a final do Grêmio contra o Ajax(HOL), todo dia eu ia na padaria comprar o jornal pra ler notícias do meu time, e sempre comprava também um Kinder Ovo, bons tempos do Brasil com uma economia forte.
No final da história, depois das cobranças de penalties, meu time perdeu, mas não dá nada, ali eu já era gremista o suficiente pra bater no escudo da camiseta, e dizer que podia acontecer o que acontecesse, que eu sempre estaria ao lado dessa bolinha azul.
Que viesse o verão!
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